Polícia invadiu CMEI em Curitiba após sequestrador ameaçar atear fogo e agredir crianças, diz coronel
O Coronel Alexandre Lopes Dias explicou em entrevista coletiva por que a Polícia Militar do Paraná (PMPR) decidiu entrar taticamente no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, após cerca de três horas de negociação com o homem que mantinha 13 crianças reféns, todas com idades entre 4 e 5 anos.
Segundo o coronel da PM, a decisão foi tomada quando os policiais perceberam que as crianças estavam sob estresse crescente e que o sequestrador ameaçava atear fogo no local.“Ele não falava nada que tivesse alguma coisa conexa que pudéssemos realmente identificar qual seria a sua real intenção ou o motivo pelo qual estava fazendo aquilo”, afirmou ele.
Leia mais Familiares de crianças feitas reféns em CMEI de Curitiba reclamaram da falta de informações Homem armado invade CMEI e faz crianças reféns em Curitiba Polícia mata homem que invadiu CMEI em Curitiba e 13 crianças são resgatadas O coronel ressaltou que não poderia confirmar a motivação do homem e que as informações disponíveis até aquele momento não permitiam esclarecer o que o levou a entrar no CMEI e fazer as crianças reféns.
A identidade do homem foi confirmada após a neutralização.
Segundo o coronel, a polícia recebeu a informação de que ele tinha esquizofrenia.
De acordo com o relato da corporação, o homem estava com um isqueiro na mão e havia um forte cheiro de produto inflamável no ambiente.
As informações iniciais também indicavam que ele portava uma arma de fogo e uma faca.
Posteriormente, a polícia constatou que a suposta arma de fogo era um simulacro.
“É uma ocorrência de alta complexidade, na qual a Polícia Militar, juntamente com os demais órgãos de segurança do Estado, se envolveu”, afirmou o coronel Alexandre Lopes Dias.
A equipe de negociação foi deslocada assim que a ocorrência foi identificada e iniciou as conversas com o homem para tentar convencê-lo a desistir de ameaçar as crianças.
A estratégia, segundo a PM, era acalmá-lo e evitar que a situação terminasse em violência.
Ameaça de incêndio levou à entrada tática O cenário se agravou durante a negociação.
Conforme o coronel, os policiais ouviram relatos de agressões verbais e perceberam que algumas crianças estavam sendo seguradas de maneira brusca, chegando a apresentar ferimentos.
O choro e o nível de estresse dos pequenos também aumentaram.
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