A Antártida Oriental ganhou cerca de 695 bilhões de toneladas de gelo em poucos anos e pesquisadores ligaram o salto a uma sequência excepcional de neve
Estudo revela acúmulo temporário de neve entre 2021 e 2023 sem reverter o cenário global de derretimento.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR No estudo das transformações polares, a variação da massa de gelo na Antártida Oriental registrou um aumento atípico impulsionado por tempestades de neve isoladas. O fenômeno recente chamou a atenção de cientistas climáticos pela magnitude, sem alterar os padrões de derretimento global.
Entre os anos de 2021 e 2023 , medições via satélite detectaram um acúmulo extraordinário de precipitação sólida no continente gelado. Esse evento gerou um ganho estimado em 695 bilhões de toneladas de neve compactada, alterando temporariamente o balanço de massa na região oriental.
Especialistas da National Snow and Ice Data Center explicaram que a elevação ocorreu devido a eventos atmosféricos raros que transportaram umidade do oceano. No entanto, os dados mostram que esse crescimento local contrasta com as perdas contínuas observadas em outras zonas do continente.
A ocorrência de rios atmosféricos intensos direcionou grandes massas de ar úmido para o interior da Antártida Oriental . Esse padrão meteorológico incomum fez com que a neve caísse em volumes muito superiores às médias históricas registradas pelas estações de monitoramento.
Além disso, o forte resfriamento nas camadas superiores da atmosfera contribuiu para a retenção desse material sobre a superfície. A combinação de alta umidade marítima com baixas temperaturas locais sustentou o ritmo de precipitação ao longo de sucessivos meses no período.
A seguir, os principais elementos associados a esse fenômeno meteorológico:
Embora os números sejam expressivos, os glaciologistas enfatizam que o acúmulo não anula o derretimento global. A Antártida Ocidental continua a perder volumes maciços de gelo de forma acelerada, impulsionada pelo aquecimento das águas oceânicas que corroem as plataformas flutuantes pela base.
Ademais, a neve recém-depositada leva décadas para se transformar em gelo glaciar denso e estrutural. Consequentemente, o saldo positivo de massa em curto prazo funciona apenas como um desvio pontual na tendência geral de retração da cobertura de gelo no planeta.
O episódio destaca a crescente volatilidade dos sistemas meteorológicos polares sob mudanças climáticas. Modelos computacionais preveem que eventos de precipitação extrema podem se tornar mais frequentes, criando oscilações intensas e imprevisíveis no volume do manto de gelo ao longo dos próximos anos.
Por fim, os dados reforçam a importância de manter redes de monitoramento contínuo por satélite. A análise constante permite diferenciar flutuações meteorológicas de curto prazo das transformações estruturais de longo prazo que afetam diretamente os níveis dos oceanos em todo o mundo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.