Governo diz acompanhar 45 casos de violência política nas eleições de 2026
O governo federal afirma que está acompanhando a investigação de 45 casos de violência política registrados desde sábado (24), véspera do segundo turno da eleição, até esta terça-feira (27).
Entre os crimes investigados, estão abuso de autoridade, lesão corporal e até homicídios.
Os detalhes dos casos em investigação foram divulgados em coletiva de imprensa, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta quarta-feira (28), em que o governo federal também anunciou iniciativas para prevenir e combater a violência política no país.
As informações foram compartilhadas pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que cobrou a punição dos responsáveis.
“”Isso não cabe na democracia.
Isso é próprio de barbárie.
Isso não pode ficar impune e não ficará impune”, disse.
De sábado até o momento, foram contabilizados 45 casos de violência e atentado, resultando em dez mortes, sendo três indígenas.
Há registros de agressões físicas, ataques com objetos, disparos e atropelamento, além de episódios de abuso de autoridade e violência policial.
Os crimes suspeitos foram registrados principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Segundo o Ministério da Justiça, investigações serão concentradas em âmbito federal, com a participação da Polícia Federal nos inquéritos e apuração centralizada no Ministério Público Federal.
Denúncias no ambiente digital O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ademar Borges, citou também casos de assédio eleitoral no trabalho e violência no ambiente digital envolvendo intolerância política.
Segundo ele, o governo está monitorando o cumprimento por parte das plataformas de redes sociais das exigências definidas no Marco Civil da Internet.
A legislação atual estabelece que as plataformas removam do ar postagens criminosas, sem a necessidade de serem notificadas, sob pena de serem responsabilizadas.
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