MP tenta barrar candidatura de filho de deputada suspeita de ligação com milícia
O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro a impugnação da candidatura do vereador carioca Tadeu Amorim de Barros Júnior, o Júnior da Lucinha, a deputado estadual pelo PSD.
O procurador regional eleitoral Flávio Paixão de Moura Júnior afirma que ele tem “manifesto envolvimento” com o crime organizado.
A manifestação se apoia em uma jurisprudência recente do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) sobre candidaturas ligadas a milícias e facções.
O TSE consolidou o entendimento de que partidos não podem viabilizar a participação de organizações criminosas no processo eleitoral, nem mesmo de forma indireta, por meio de candidatos apoiados, designados ou integrantes desses grupos.
No caso de Júnior da Lucinha, o Ministério Público sustenta que a candidatura representa uma “estratégia de sucessão meramente formal” para manter o “espólio político-territorial” da família.
O vereador é filho da deputada estadual Lucinha, que teve a candidatura à reeleição barrada internamente pelo partido.
Procurado por VEJA, ele não se manifestou.
Lucinha é suspeita de integrar o núcleo político da organização criminosa armada conhecida como Bonde do Zinho, também chamada de Tropa do Z ou Família Braga, que atua predominantemente na Zona Sudoeste do Rio.
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