Após fuga, Flávio Bolsonaro diz que é “presidente”, apaga post e se diz “líder do Brasil”
Flávio Bolsonaro (PL) divulgou duas versões de uma carta após deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos.
No primeiro documento, publicado em imagens nas redes sociais, o senador afirmou não reconhecer o resultado do segundo turno da eleição presidencial, alegou fraude eleitoral sem apresentar provas e se declarou o “verdadeiro presidente do Brasil” e o “presidente eleito”.
Na versão divulgada posteriormente, porém, substituiu essas expressões por “líder do Brasil” e “líder”.
As declarações contrastam com a posição oficial do PL, partido de Flávio Bolsonaro, que reconheceu o resultado da eleição, embora tenha solicitado esclarecimentos à Justiça Eleitoral.
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na carta, Flávio agradeceu a líderes internacionais, entre eles o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ele também afirmou estar em território norte-americano com a família e “em segurança”.
O senador atacou o Judiciário, alegou a existência de um “regime de exceção” e denunciou suposta perseguição política contra sua família.
Também negou que sua saída do país represente uma fuga e comparou sua ida ao exterior a episódios históricos de exílio político.
Flávio ainda alegou uma “impossibilidade matemática” no resultado da votação e contestou decisões da Justiça, especialmente a do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a extensão do horário de votação por duas horas.
A decisão foi tomada após pedidos da coligação de Lula e da própria campanha de Flávio Bolsonaro, motivados por problemas no transporte público de eleitores e condições climáticas adversas.
Segundo os dados da apuração, menos de 35 mil votos foram registrados nas urnas entre as 17h e as 19h do último domingo (25).
No resultado nacional, Lula terminou com uma vantagem de aproximadamente 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro.
No documento, o senador também defendeu a cassação da chapa eleita, formada por Lula e Geraldo Alckmin, e afirmou que pretende liderar a oposição ao governo brasileiro a partir dos Estados Unidos.
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