Setor privado não trouxe preocupação sobre reciprocidade, diz Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan , disse, nesta quarta-feira (19), que não recebeu “qualquer reclamação” do setor privado sobre o uso da Lei da Reciprocidade em resposta ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
Em entrevista coletiva no Ministério da Fazenda, Durigan minimizou as preocupações do empresariado e mencionou os esforços “com cautela” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para negociar as tarifas.
“A disposição por negociação é completa do nosso lado.
T oda oportunidade que nós temos, nós temos feito esse gesto de falar.
O próprio presidente Lula disse que falaria com o presidente Trump, então nós estamos sempre muito prontos”, afirmou Durigan.
Leia Mais Brasil pode deixar reciprocidade contra EUA para 2027, diz Márcio Rosa Clima pressiona PIB e exige avanço imediato de geração distribuída Marinho diz ser possível revisar reforma tributária em até seis meses O ministro da Fazenda ainda ressaltou a posição brasileira buscando “garantir soberania” e falou em “ter dignidade para esse diálogo”.
Questionado se houve pedidos do setor sobre medidas de contenção do tarifaço, Durigan negou demandas específicas, mas mencionou uma nova versão do Plano Brasil Soberano e uma extensão de drawback para alguns setores.
“Em alguns casos, acho que a gente talvez não consiga ajudar dentro das ferramentas que o governo tem, mas tudo que a gente puder fazer, a gente está fazendo.
E o que eu tenho recebido é mensagem de gratidão e de esperança que depois do período eleitoral, passado a eventual tentativa de interferência, que a gente possa retomar o curso normal da diplomacia, que é o que eu também espero”, declarou. *Sob supervisão de João Nakamura Resposta do governo ao tarifaço dos EUA deve seguir até 2027 | CNN NOVO DIA
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.