Governo avalia cobrar IOF sobre LCI, LCA e outros títulos
O governo federal estuda cobrar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre aplicações financeiras atualmente isentas de IR (Imposto de Renda), segundo o jornal O Globo .
A proposta inclui LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) e debêntures incentivadas.
Atualmente, esses investimentos têm alíquota zero de IOF.
A medida é avaliada como alternativa para aumentar a arrecadação e reduzir distorções na concorrência entre títulos privados e públicos.
A isenção fiscal desses papéis representa um custo de cerca de R$ 33 bilhões por ano para a União.
A cobrança pode encarecer o financiamento da agropecuária, da construção civil e da infraestrutura, setores que utilizam esses títulos para captar recursos.
Por ter caráter regulatório, o IOF pode ter suas alíquotas alteradas por decreto presidencial, sem necessidade de aprovação prévia do Congresso.
O imposto também é uma exceção às regras de anterioridade tributária, o que permite que uma nova alíquota entre em vigor sem a espera dos prazos aplicáveis a outros tributos.
O Congresso, porém, pode reagir à medida.
Em 2025, por exemplo, deputados e senadores derrubaram um decreto que aumentava o imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguros, além de operações relativas a títulos e valores mobiliários.
A cobrança foi quase integralmente restabelecida por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
CONGRESSO BARROU PROPOSTA Em junho de 2025, o governo tentou instituir uma alíquota de 5% de IR sobre rendimentos de novas emissões desses títulos a partir de janeiro de 2026.
A estimativa era arrecadar R$ 2,6 bilhões naquele ano.
A MP (medida provisória) também incluía mudanças na tributação das bets e dos JCPs (juros sobre capital próprio), com impacto total estimado em R$ 20,6 bilhões.
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