10 anos sem Lúcio Santarém: o legado do técnico que levou o São Raimundo ao topo do Brasil
Técnico Lúcio Santarém Marcelo Seabra Há dez anos, o futebol do Pará e do Brasil se despedia de um dos seus nomes mais marcantes.
Em 27 de agosto de 2016, falecia Lúcio Mota Matos, eternizado na história do esporte como Lúcio Santarém.
O ge te convida a fazer uma viagem no tempo e relembrar os principais feitos da carreira do desportista a partir de dados e pesquisas obtidas pelo comentarista esportivo Paulo Tihamer.
Nascido em 28 de novembro de 1956, na Pérola do Tapajós, Lúcio construiu uma trajetória vitoriosa que o levou dos campos amadores locais até o futebol europeu e à consagração histórica no banco de reservas.
Do início em Santarém aos gramados internacionais Lúcio começou sua caminhada no futebol amador santareno e se profissionalizou em 1976 pelo Esporte Clube Santarém.
O desempenho chamou a atenção do Clube do Remo, onde atuou até 1979.
Nos anos seguintes, construiu uma carreira sólida no futebol nacional e internacional: Ceará: Teve três passagens marcantes pelo "Vozão" (1980, 1981 e 1985).
Rio Negro-AM: Defendeu a equipe manauara em 1980 e 1986.
Europa: Transferiu-se para Portugal em 1981, atuando pelo Vitória de Guimarães (1981-1983) e Portimonense (1983-1984).
Bahia: De volta ao Brasil em 1984, sagrou-se campeão baiano pelo Tricolor de Aço.
XV de Jaú: Atuou pelo clube paulista no ano de 1985.
O drama da aposentadoria precoce Em 1986, atuando pelo Atlético Rio Negro Clube, um grave acidente interrompeu abruptamente sua carreira nos gramados.
O ônibus que transportava a delegação amazonense despencou em uma ribanceira, e Lúcio foi o atleta mais atingido.
Com múltiplas fraturas nas pernas, joelhos, clavícula, braços e rosto, o jogador viu-se obrigado a pendurar as chuteiras precocemente, com apenas 29 anos de idade.
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