Inflação nos EUA e vendas do varejo no Brasil colocam à prova apostas para juros
Após o índice de preços ao consumidor americano de julho vir conforme o esperado e trazer algum alívio aos investidores, nesta quinta-feira (13) é a vez do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês).
O indicador pode colocar à prova a aposta de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manterá as taxas de juros na próxima reunião, em setembro.
No Brasil, os investidores monitoram as vendas do varejo, que ajudam a medir a temperatura da economia, em meio à previsão de mais um corte de juros em setembro.
Os economistas consultados pela Dow Jones esperam uma subida de 0,2% no índice de inflação ao produtor em relação ao mês anterior.
Os índices futuros de ações avançavam levemente antes da divulgação do indicador, em meio ao recuo de 2% no preço do petróleo, para US$ 87 o barril.
Apesar do alívio com o dado de inflação ontem e da redução do preço do petróleo hoje, a guerra entre os Estados Unidos e o Irã segue sem sinal de acordo, o que aumenta o risco para a inflação.
No Brasil, os investidores monitoram o volume de vendas do varejo.
A expectativa é de aumento de 0,3% em junho em relação a maio, conforme a mediana de 21 previsões que o Valor Data coletou com consultorias e instituições financeiras.
Assim, é esperada uma aceleração em comparação a maio, quando o volume de vendas avançou 0,1%.
As expectativas foram de recuo de 0,7% a subida de 1,2%.
Quando as vendas sobem muito, a demanda dos consumidores cresce e pode gerar inflação.
Por isso esse dado é importante para os investidores.
Para conter a alta, o Banco Central pode manter os juros altos por mais tempo.
Além disso, no Brasil, continua a saída dos investidores estrangeiros, com a eleição reforçando os riscos fiscais e aumentando as oscilações dos preços.
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