Irã rebate Trump e afirma manter o controle sobre o Estreito de Hormuz
Um comandante de alto escalão iraniano afirmou hoje que o Estreito de Hormuz está sob controle de Teerã, o que contradiz declaração feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ontem reivindicou o domínio da importante rota marítima .
"Hoje, o Estreito de Hormuz está sob gestão e controle da República Islâmica", afirmou Hossein Taeb, comandante da força paramilitar Basij. Ainda de acordo com Taeb, Teerã "segue em seu caminho com total segurança" no controle da rota marítima em meio aos embates travados há meses com os EUA.
Afirmação feita pela autoridade iraniana contradiz declarações públicas do presidente americano. Ontem, o republicano afirmou que as forças militares norte-americanas mantêm o controle da via marítima crucial para o trânsito de petróleo, gás e outras mercadorias pelo Oriente Médio.
Trump disse que o Irã não tem como reagir ao domínio americano da rota marítima. "Os Estados Unidos têm controle total sobre o Estreito de Ormuz. Acho que vamos mantê-lo. Nosso bloqueio naval está sendo chamado por todos de 'um muro de aço', e não há nada que o Irã possa fazer a respeito", disse o republicano em postagem na Truth Social.
Trump também alegou que a Marinha americana conseguiu remover os explosivos colocados pelo Irã ao longo do Estreito. "O único que tem total controle de Hormuz neste momento é a Marinha dos EUA e nós fizemos a remoção de minas em todo o Estreito", declarou ele em entrevista a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.
Estreito de Hormuz se tornou uma peça central no atual conflito no Oriente Médio. O Irã impôs um bloqueio de fato sobre a rota marítima após a guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os bombardeios americanos e israelenses contra o país.
Bloqueio ao tráfego marítimo em Hormuz abalou a economia mundial e provocou fortes oscilações nos preços do petróleo. Há meses os EUA tentam um acordo com Teerã para um cessar-fogo na guerra, que inclui a liberação da rota. Até o momento, porém, os dois países não chegaram a um consenso.
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