Fabrício Queiroz: quem é o aliado de Flávio Bolsonaro, pivô do escândalo das rachadinhas
O mineiro Fabrício Queiroz, natural de Belo Horizonte e ex-policial militar do Rio de Janeiro, voltou à cena do debate político após a escolha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato bolsonarista para concorrer à Presidência da República em 2026.
Além de ex-policial militar, Queiroz já foi motorista, segurança e assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
As conexões com a família Bolsonaro datam de 1984, quando Queiroz conheceu o patriarca Jair na Brigada Paraquedista do Exército, no Rio de Janeiro.
A amizade permaneceu ao longo das décadas e aproximou também as respectivas famílias.
A relação foi particularmente importante quando Flávio Bolsonaro iniciou sua carreira política.
Queiroz trabalhou no gabinete do então deputado estadual a partir de 2007 e permaneceu ligado à estrutura parlamentar até 2018, período em que foi assessor, motorista e segurança do político.
Flávio Bolsonaro posa ao lado de Fabrício Queiroz.
Créditos: redes sociais/ reprodução A proximidade familiar também se estendia aos filhos de Queiroz.
Sua filha, Nathalia Queiroz, trabalhou no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados e posteriormente no gabinete de Flávio na Alerj.
As rachadinhas Queiroz se tornou nacionalmente conhecido durante a crise política do bolsonarismo, no final de 2018, quando um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a Unidade de Inteligência Financeira do Brasil, vinculada ao BC, apontou movimentações financeiras atípicas na conta de Queiroz.
O relatório fora produzido no âmbito da Operação Furna Onça, da Polícia Federal, um desdobramento da Lava Jato que revelou um amplo esquema de corrupção na Alerj e no Detran.
Entre as dezenas de investigados estavam o ex-governador Sérgio Cabral, os políticos bolsonaristas e Queiroz.
Segundo a operação, que identificou R$ 1,2 milhão em movimentações na conta de Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, justamente o período em que Queiroz trabalhava no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, havia uma incompatibilidade entre as contas, a renda e o padrão financeiro do assessor.
Naquele período, Queiroz havia recebido cerca de R$ 81 mil em salários da Alerj, além de depósitos e transferências provenientes de pessoas que trabalhavam no gabinete de Flávio.
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