Claudio Castro acionou Mendonça antes de voto sobre soltura de Sérgio Cabral
Mensagens obtidas pela Polícia Federal apontam que Cláudio Castro (PL), então governador do Rio de Janeiro, procurou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em novembro de 2022, quando a Corte analisava um pedido relacionado à prisão do ex-governador Sérgio Cabral.
Segundo a corporação, na conversa de WhatsApp, Castro encaminhou ao ministro documentos referentes a pedidos de habeas corpus e alvará de soltura.
Mendonça integrava a Segunda Turma, responsável pelo julgamento, e havia pedido vista do processo semanas antes.
Os diálogos foram coletados pela PF na Operação Sem Refino, que teve Castro como alvo.
Mendonça não é investigado.
As mensagens permanecem sob reserva, apesar de o ministro Alexandre de Moraes ter retirado o sigilo da operação.
Leia também Dino: inquérito aponta desvio de emendas em SP e menciona ligação entre PCC e Frias Frias é roteirista e produtor-executivo do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) PF diz a Fachin que pode compartilhar dados do celular de Vorcaro com ministros Zanin, Moraes e Gilmar pediram acesso ao material antes do julgamento previsto para terça-feira; decisão agora depende do presidente do STF O contato ocorreu na noite de 11 de novembro de 2022.
Às 19h37, Castro escreveu: “Amigo, preciso falar com urgência” e, em seguida, mencionou o “caso Cabral”.
Depois, enviou dois arquivos relacionados ao processo.
Mendonça respondeu às 20h25 com a descrição de um processo da 13ª Vara Federal de Curitiba que havia determinado a prisão preventiva de Cabral no âmbito da Lava Jato.
Na sequência, escreveu: “ligo em alguns minutos”.
Sete minutos depois, o ministro enviou a Castro um link do próprio STF para o habeas corpus apresentado pela defesa do ex-governador.
As mensagens não esclarecem qual era o interesse de Castro no processo de Cabral.
Mendonça votou pela soltura Quando a conversa ocorreu, o processo já estava sob análise de Mendonça.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.