Trump descarta acordo com Irã e aumenta pressão econômica
Donald Trump não quer retomar os termos definidos em junho em um memorando de entendimento com o Irã. O Wall Street Journal informa que autoridades dos Estados Unidos (EUA) comunicaram a posição do governo a mediadores.
Trump prefere elevar a pressão econômica sobre o Irã para ver se isso provoca uma mudança de posição do país. Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que o presidente espera que sanções econômicas severas produzam efeito.
EUA anunciaram "Dia D" de sanções econômicas contra o Irã. O governo Trump pretende asfixiar as contas iranianas, mas para isso precisa do apoio da China, que é um país aliado da República Islâmica.
Irã disse estar aberto à diplomacia com os EUA. Seis meses após o início da guerra, Teerã afirmou que retomar os diálogos com Washington "não é impossível", desde que os norte-americanos abandonem campanhas anti-Irã.
"Retomar a diplomacia não é impossível. Depende de os Estados Unidos compreenderem um fato simples: a pressão não funciona" , escreveu o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, na rede social X.
Os esforços diplomáticos, liderados por mediadores como Paquistão e Qatar, tentam há meses pôr fim definitivamente à guerra iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro. Embora um cessar-fogo tenha sido acordado em abril e um memorando de entendimento para um acordo de paz definitivo tenha sido assinado em junho, nenhum acordo foi alcançado, e Washington declarou desde então uma "guerra econômica" contra Teerã.
Em uma nova tentativa de revitalizar a diplomacia, Araghchi se reuniu com seu homólogo qatari para discutir o Estreito de Hormuz, praticamente fechado desde o início da guerra. Paralelamente, os EUA mantêm um bloqueio aos portos iranianos, que dificulta a importação de gasolina. O cessar-fogo de abril pôs fim aos combates mais intensos, mas ataques esporádicos, principalmente no Estreito de Hormuz, comprometem as perspectivas de um acordo de paz duradouro.
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