'Eu atirei nele e ele morreu': o que Luigi Mangione confessou em audiência e o que acontece a partir de agora
Luigi Mangione matou CEO da maior operadora privada de planos de saúde dos Estados Unidos Getty Images/BBC Luigi Mangione admitiu nesta sexta-feira (14), em um tribunal federal dos Estados Unidos, que matou o executivo Brian Thompson, da UnitedHealthcare, e declarou-se culpado de duas acusações relacionadas ao crime cometido em 2024.
Mangione, de 28 anos, pode ser condenado à prisão perpétua quando for sentenciado, o que deve acontecer no dia 18 de dezembro. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Nos EUA, vale lembrar, a definição de culpa e a aplicação da pena são etapas separadas: depois que o réu se declara culpado ou é condenado, o juiz realiza uma audiência específica para definir a punição.
No Brasil, em geral, o juiz estabelece a pena na própria sentença que condena o réu.
RELEMBRE PRISÃO: Polícia divulga vídeo do momento da prisão de Luigi Mangione em lanchonete na Pensilvânia ntes disso, porém, Mangione enfrentará uma série de acusações distintas, incluindo homicídio em segundo grau — quando há intenção de matar, mas não há premeditação — em um julgamento estadual que começa no próximo mês.
Nos EUA, a Justiça federal e a estadual têm competências diferentes: a primeira julga crimes previstos em leis federais, enquanto a segunda aplica as leis de cada estado.
No Brasil, a divisão também existe, mas a Justiça Federal tem competência mais restrita e ligada, em geral, a interesses da União.
A confissão de culpa pode complicar a situação de Mangione no julgamento estadual, já que que os advogados de defesa argumentam que o rapaz não pode ser processado duas vezes pelo mesmo crime.
Ilustrações feitas no tribunal em Nova York mostram Luigi Mangione ao microfone Reuters De quais crimes ele se declarou culpado? Mangione declarou-se culpado de duas acusações federais de perseguição resultando em morte.
"Eu atirei no sr.
Thompson em Manhattan e ele morreu", ele afirmou, em um tribunal de Manhattan, em Nova York, ao alterar sua declaração inicial de inocência.
Promotores federais afirmaram que rapaz viajou entre Estados e monitorou a vítima com o objetivo de matá-la.
As acusações acarretam pena máxima de prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.
Mangione não firmou um acordo de leniência com a promotoria, algo que a mídia americana havia apontado como uma possibilidade.
Esses acordos envolvem uma troca na qual o réu recebe uma pena mais leve ou tem acusações retiradas em troca da admissão de culpa.
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