Terremoto na Colômbia: governo anuncia reconstrução de 44 mil casas
Pelo menos 285 pessoas morreram e 3.900 ficaram feridas no terremoto de magnitude 7,4 com epicentro em San José del Palmar, Chocó, que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10/08), segundo David Tamayo, diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), em declaração à imprensa nesta sexta-feira (14/08).
De acordo com a Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), o terremoto afetou principalmente 15 departamentos e 437 municípios. Um total de 44.936 famílias foram afetadas, com 281 mortes, 3.971 feridos, 379 desaparecidos, 10.677 casas destruídas e 65.841 danificadas. Infelizmente, esses números continuam a aumentar com o passar das horas.
Quase quatro dias após o terremoto, os bombeiros continuam as operações de busca e resgate , enquanto o governo declarou que aceitará apenas equipes de resgate de quatro países aliados — Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador — justificando a decisão com o argumento de que esses países atendem aos padrões internacionais necessários.
O terremoto que atingiu o oeste da Colômbia esta semana deixou inúmeras comunidades deslocadas, cujas necessidades estão aumentando, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que alerta para a falta de financiamento que afeta seu programa de atendimento a esse grupo.
O ACNUR garantiu até agora apenas 20% dos US$ 86,2 milhões necessários para atender às necessidades de pessoas deslocadas e refugiadas na Colômbia este ano, disse o porta-voz da agência, Eujin Byun, em uma coletiva de imprensa na sexta-feira.
Após o terremoto, as necessidades mais urgentes incluem abrigo, alimentação, água potável, cuidados de saúde e apoio psicológico, especialmente para as famílias cujas casas foram danificadas ou destruídas, enfatizou ele.
“Em algumas das áreas mais afetadas, famílias que já haviam sido forçadas a deixar suas casas agora enfrentam a perspectiva de perdê-las novamente”, disse Byun.
Diversas áreas afetadas abrigam grandes populações de deslocados internos ou pessoas que necessitam de proteção internacional, incluindo Pereira, Palmira, Armenia, Ibagué e Cali, esta última com mais de 133 mil pessoas nessa situação, explicou o porta-voz, acrescentando que “a Colômbia continua a abrigar uma das maiores populações de deslocados internos do mundo, além de responder a conflitos em curso, fluxos migratórios, fenômenos relacionados às mudanças climáticas e desastres naturais”.
Chocó acumulou mais de 13.100 pessoas afetadas, ficando atrás apenas de Valle del Cauca, que registrou quase 36.000 pessoas afetadas.
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