Justiça obriga governo a transferir bebê com doença intestinal para tratamento fora de Roraima
Mãe cobra agilidade no TFD para bebê com doença intestinal internado em UTI em Roraima A Justiça determinou que o governo de Roraima providencie a transferência para fora do estado de um bebê com síndrome do intestino curto, condição que compromete a absorção de nutrientes e exige tratamento especializado.
A decisão, assinada nesta quinta-feira (26), deu prazo de 48 horas para que o estado efetive a transferência por Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea para um hospital de referência.
Em nota, a Secretaria de Saúde disse que ainda não foi oficialmente notificada da decisão judicial mencionada, mas que "assim que houver a devida notificação, irá analisar o conteúdo da decisão e as determinações que constam, para adotar as medidas cabíveis." ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O bebê nasceu no dia 12 de abril deste ano — atualmente tem quatro meses.
Desde então, ele está internado na UTI da maternidade, onde a mãe, a produtora rural Fabiana da Costa Silveira, o acompanha.
Antes da decisão judicial, ela havia cobrado para que filho tivesse acesso ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
A decisão menciona que Miguel Silveira nasceu com gastrosquise e precisou passar por uma cirurgia de emergência para retirar partes do intestino que estavam necrosadas.
Após a cirurgia, ficou com apenas 30 centímetros de intestino delgado e 20 centímetros de cólon e desenvolveu Síndrome do Intestino Curto.
A ordem é do Juizado da Infância e Juventude de Rorainópolis, assinada pelo juiz Raimundo Anastácio Carvalho Dutra Filho.
"DETERMINO que o ESTADO DE RORAIMA promova e custeie integralmente, em caráter de urgência, a vaga de UTI neonatal/pediátrica, o tratamento especializado e o transporte aeromédico em hospital da REDE PRIVADA que possua capacidade técnica para o manejo de Síndrome do Intestino Curto e cardiopatia congênita", cita trecho da decisão.
Em razão do problema, o bebê depende de Nutrição Parenteral Total (NPT), método que fornece diretamente pela veia os nutrientes necessários.
No entanto, as veias profundas usadas para o tratamento têm se tornando cada vez mais limitadas, o que aumenta o risco de complicações graves, como infecções.
Antes de entrar com o processo na Justiça, a mãe do bebê havia cobrado agilidade na transferência do filho para um centro especializado fora de Roraima.
Segundo ela, o bebê precisa de cirurgia e acompanhamento para reabilitação intestinal, tendo em vista que ele não consegue absorver sozinho os nutrientes e depende de nutrição contínua.
Fabiana também relatou preocupação com o longo período de internação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Roraima.