MPRR denuncia casal de pastores e pede inclusão na lista da Interpol
Pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza estão foragidos (Foto: Divulgação) O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou à Justiça, no último dia 21 de agosto, o casal de pastores Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, investigado por crimes sexuais contra adolescentes em Boa Vista.
Além da denúncia, o órgão pediu a inclusão dos dois na lista de procurados da Interpol, sob o argumento de que existe risco de fuga para países vizinhos.
O casal permanece foragido desde que a Justiça decretou a prisão temporária dos dois durante a investigação conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Segundo o MPRR, os denunciados respondem por estupro de vulnerável, estupro, importunação sexual, corrupção de menores, fraude processual e falsidade ideológica.
O Ministério Público também pediu que sejam fixadas indenizações às vítimas, com valores entre R$ 30 mil e R$ 150 mil.
O caso tramita sob segredo de Justiça.
Por isso, o MPRR não divulgou detalhes da denúncia, mas confirmou formalmente a apresentação da acusação ao Judiciário.
Investigação A investigação começou em abril, após familiares de uma adolescente de 14 anos procurarem a Polícia Civil.
Durante a apuração, a DPCA identificou 11 adolescentes que relataram situações semelhantes envolvendo o casal.
Outras cinco pessoas apresentaram indícios de também terem sido vítimas, mas não prestaram depoimento.
Conforme a investigação policial, Wenderson teria utilizado a posição de liderança religiosa para conquistar a confiança das adolescentes, enquanto Arielly teria participado da aproximação com as vítimas.
O inquérito também apontou o uso de argumentos religiosos, dinheiro e outras vantagens para tentar manter as adolescentes em silêncio.
A Polícia Civil ainda investigou uma suposta tentativa de destruição de provas.
Uma terceira investigada, identificada pelas iniciais R.B.L.S., de 20 anos, foi indiciada por fraude processual e corrupção de menores, suspeita de participação na destruição de um celular que pertenceria a Wenderson.
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