Plano de Flávio Bolsonaro prevê mais controle nas fronteiras, exploração mineral e apoio à agricultura
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro durante o Dialogue Series - Debating Brazil, um ciclo de encontros exclusivo voltado ao corpo diplomático internacional (Foto: Raul Spinassé) Com 76 páginas, o plano de governo do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) coloca segurança, soberania e exploração econômica de recursos naturais entre as principais bandeiras que podem afetar Roraima.
Embora o documento tenha abrangência nacional, propostas para fronteiras, Amazônia, mineração, petróleo, regularização fundiária e desenvolvimento regional dialogam diretamente com os principais desafios do Estado.
Uma das medidas trata da segurança das fronteiras.
O candidato promete criar o Sistema Nacional de Fronteira, com Exército, Marinha e Força Aérea, equipado com inteligência e tecnologia para interceptar armas e drogas.
A proposta é apresentada como um “paredão na fronteira”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Para Roraima, a discussão ganha peso porque o Estado tem fronteiras terrestres com Venezuela e Guiana.
Além disso, a imigração segue presente no cotidiano local.
O ano de 2026 começou com queda no fluxo pela fronteira venezuelana, mas a entrada pela fronteira com a Guiana também envolve redes de transporte clandestino: entre 2024 e maio de 2026, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) resgatou 189 imigrantes em rodovias de Roraima, 91% deles cubanos.
O plano, entretanto, não estabelece uma política específica para venezuelanos, cubanos, refugiados ou acolhimento migratório.
A abordagem encontrada no documento é de controle fronteiriço e combate ao crime organizado, e não de gestão migratória.
No combate ao garimpo ilegal, a proposta tem relação ainda mais direta com a realidade roraimense.
O texto promete ampliar a fiscalização ambiental, o uso de satélites e a cooperação com países vizinhos para enfrentar organizações envolvidas em “garimpo ilegal e ocupação irregular de terras públicas”.
A agenda chega num momento em que operações federais continuam contra estruturas do garimpo na Terra Indígena Yanomami.
Na mineração legal, o plano aposta nos chamados minerais críticos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.