A ferrovia nas nuvens construída a mais de 5.000 metros onde os passageiros recebem oxigênio para atravessar o teto do mundo
A linha chinesa combina oxigênio suplementar, termossifões e trilhos especiais para atravessar um dos ambientes mais extremos do planeta
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A Ferrovia Qinghai-Tibet atravessa um dos ambientes mais hostis já enfrentados por uma linha ferroviária. Em seu ponto máximo, os trilhos chegam a 5.072 metros acima do nível do mar, onde o ar rarefeito e o solo permanentemente congelado transformaram uma ferrovia convencional em um enorme desafio de engenharia. Até os vagões precisaram ser preparados para ajudar os passageiros a respirar durante a travessia.
A linha liga Xining, na província de Qinghai, a Lhasa, no Tibete, totalizando aproximadamente 1.956 quilômetros. Seu trecho mais impressionante atravessa o Planalto Tibetano e alcança 5.072 metros no Passo de Tanggula, reconhecido como o ponto ferroviário mais elevado do mundo.
Mais de 960 quilômetros da ferrovia ficam acima dos 4.000 metros. Nessas condições, pressão atmosférica, frio, tempestades e baixa concentração de oxigênio criam dificuldades tanto para os passageiros quanto para máquinas e trabalhadores. Além disso, centenas de quilômetros foram construídos sobre regiões de permafrost, um terreno que pode perder estabilidade quando descongela.
Os trens destinados às grandes altitudes receberam sistemas especiais de fornecimento de oxigênio. Em vez de depender apenas do ar ambiente encontrado a mais de 4.000 metros, os vagões conseguem enriquecer o ar interno e também oferecem pontos para fornecimento individual quando necessário.
Um vídeo da BBC mostra uma viagem pela ferrovia e apresenta justamente os sistemas de oxigênio disponíveis aos passageiros durante a passagem pelas regiões mais altas. O material ajuda a entender por que respirar normalmente pode se transformar em parte do desafio ferroviário nessa altitude.
A comparação com aviões precisa de cuidado. Os trens possuem controle ambiental e fornecimento suplementar de oxigênio, mas não funcionam exatamente como a cabine pressurizada de um avião comercial. A solução procura elevar a concentração de oxigênio disponível e permite que passageiros utilizem alimentação individual quando necessário.
Por isso, dizer que todos precisam obrigatoriamente usar uma “máscara de avião” durante a viagem também seria exagerado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.