Discord admite que havia indícios de risco no caso de morte de menina, mas que alerta interno não disparou
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O Discord admitiu em documento enviado ao governo federal que havia indícios de risco na transmissão ao vivo que teria culminado na morte de uma menina , mas que isso não foi suficiente para disparar um alerta confiável no sistema interno da plataforma.
O texto, datado de 10 de agosto, é uma resposta a perguntas da Secretaria Nacional de Direitos Digitais, vinculada ao Ministério da Justiça. O órgão questionou a empresa sobre transmissão ao vivo realizada na plataforma em que uma menina de 13 anos teria sido induzida por outros adolescentes à automutilação e ao suicídio.
"Durante o período relevante, o servidor continha nomes, rótulos de papéis e comunicações em texto que, após a revisão posterior ao incidente, foram identificados como indicadores associados a um ecossistema mais amplo de alto dano. No momento do incidente, esses sinais não acionaram, de forma isolada ou combinada, aplicação automatizada ou revisão humana imediata", afirmou a empresa no documento, obtido pela Folha .
"Os sistemas de aprendizado de máquina processaram os sinais disponíveis, mas não geraram alerta com nível de confiança suficiente para aplicação automatizada", declarou o Discord. Em uma manifestação divulgada à imprensa, a companhia afirmou ter derrubado o servidor antes da morte da adolescente.
No documento, a empresa disse que seu sistema trabalha com uma pontuação de risco. A transmissão específica teria recebido pontuação de 0,12, enquanto o limitar para identificação automatizada é de 0,95.
O Discord afirmou que o resultado está sendo reexaminado e poderá servir para avaliar eventuais aprimoramentos na sensibilidade do sistema, buscando um equilíbrio entre a capacidade de detecção e a produção de falsos positivos.
No documento, a empresa afirma ter recebido uma comunicação de um órgão de segurança sem muitas informações às 3h50. E que, menos de 25 minutos depois, o servidor da transmissão foi removido.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.