Apenas 8% das empresas conseguem transformar IA em vantagem competitiva
Enquanto os investimentos globais em infraestrutura de inteligência artificial (IA) devem chegar a US$ 1,43 trilhão em 2026 , poucas empresas conseguem transformar esses aportes em resultados estratégicos.
É o que aponta um estudo da Insi em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) , realizado com mais de 100 CEOs e executivos C-level de grandes empresas brasileiras e multinacionais.
Segundo o “Estudo sobre Inteligência Artificial Aplicada à Estratégia” , mais de 80% das organizações entrevistadas consideram a IA um pilar relevante para os negócios, mas apenas 8% conseguem extrair valor estratégico da tecnologia e convertê-la em vantagem competitiva sustentável .
O levantamento também aponta que somente 5% das empresas identificam retorno financeiro claro sobre os investimentos em IA.
A pesquisa ouviu lideranças de empresas de 20 setores da economia e buscou identificar o que diferencia as organizações mais avançadas das demais.
Segundo os autores, o principal fator não é o acesso às tecnologias, mas a capacidade de conectar a IA à estratégia, aos processos e às pessoas.
“O mercado já superou a fase da curiosidade.
Agora, a expectativa é por geração de valor real.
A próxima fronteira da IA não será definida por modelos mais inteligentes, mas por organizações que possuem clareza sobre a intencionalidade do que querem construir”, afirma Telmo Costa, fundador e CEO da Insi .
Leia também: Claro mira setor financeiro para validar modelo de GPU sob demanda no Brasil O levantamento identificou cinco características comuns às empresas classificadas como AI Leaders .
1.
Estratégia antes da tecnologia Nas empresas mais maduras, a IA é tratada como instrumento para atingir objetivos de negócio, e não como o ponto de partida da transformação.
Segundo o estudo, essas organizações partem da revisão de processos e modelos de negócio para definir onde a tecnologia pode gerar impacto.
2.
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