Bancos reestruturam processos para levar IA dos pilotos à operação em escala
A discussão sobre inteligência artificial (IA) no setor financeiro começa a mudar de foco.
Depois da fase de experimentação, os bancos passam a enfrentar uma questão mais complexa: como incorporar a tecnologia à operação sem perder controle, segurança e capacidade de gerar resultados.
O tema esteve no centro do painel “Do piloto ao resultado: o caminho para IA em escala nos bancos”, realizado durante o Febraban Tech 2026.
Participaram Frédéric Martineau, sócio e CTO da Act Digital ; Alberto Wagner Teixeira, do Banco BV ; Fellipe Marques, do BTG Pactual ; e Rafael Fernandes, do Bradesco.
Os exemplos apresentados mostram que a IA já ocupa funções diferentes dentro das instituições.
Há aplicações voltadas à produtividade individual, como copilotos e assistentes, enquanto outras são integradas a processos e permitem que agentes executem tarefas em conjunto com profissionais.
Em um estágio mais avançado, a tecnologia passa a fazer parte de produtos e serviços oferecidos aos clientes.
Para Martineau, esse cenário impede que a maturidade em IA seja medida de forma uniforme dentro de uma organização.
Um banco pode ter processos preparados para agentes e, ao mesmo tempo, manter outras operações em etapas iniciais de adoção.
A análise, portanto, precisa considerar cada processo separadamente.
A partir daí, as empresas podem determinar quais atividades podem ser automatizadas, onde a intervenção humana continua necessária e quais controles devem acompanhar a atuação dos agentes.
Essa mudança também altera a lógica de funcionamento das operações.
Agentes podem trabalhar de forma contínua, inclusive fora do horário em que as equipes estão disponíveis.
Para aproveitar essa característica, as empresas precisam redesenhar processos e estabelecer mecanismos de supervisão capazes de acompanhar as decisões tomadas pela tecnologia.
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