Ações da Braskem despencam após conselho aprovar recuperação extrajudicial
As ações da Braskem operam em forte queda na B3, a bolsa de valores brasileira, após a companhia confirmar que foi autorizada pelo conselho de administração a protocolar um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de reestruturar dívidas que somam quase 11 bilhões de dólares (cerca de 57 bilhões de reais pelo câmbio atual).
Por volta das 14h35, as ações preferenciais classe A (BRKM5), as mais negociadas da companhia e que compõem (pelo menos, até o momento) o Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, despencavam 6,31% e eram negociadas a 4,75 reais cada.
Trata-se da menor cotação deste pregão até agora.
Já as ações ordinárias (BRKM3) recuavam 4,35% para os 3,96 reais.
As preferenciais classe B (BRKM6) permaneciam estáveis em 7 reais.
De acordo com o comunicado desta segunda, a recuperação extrajudicial envolverá apenas as dívidas financeiras.
Outras obrigações, tais como dívidas com fornecedores e demais stakeholders, não entrarão no processo.
A Braskem acrescenta que as obrigações com esses credores “permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos”.
A rigor, a notícia da recuperação extrajudicial não surpreendeu ninguém, dada a deterioração da situação da companhia nos últimos tempos.
No fim do primeiro semestre, a petroquímica contava com apenas 3,9 bilhões de reais em caixa.
A cifra representa uma baixa de 747 milhões de reais na comparação com a posição de março.
A queima de caixa, aliás, é um dos pontos que preocupam os analistas.
No acumulado do primeiro semestre, a companhia já consumiu 6,6 bilhões de reais do caixa, que encerrou 2025 com 10,5 bilhões de reais.
Continua após a publicidade Segundo a coluna Radar Econômico de VEJA, a recuperação extrajudicial só foi viabilizada, graças ao apoio dos grandes bancos brasileiros, que detêm 28% da dívida da Braskem.
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