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EUA matam dois em novo ataque a barco suspeito de narcotráfico no Pacífico

Opera Mundi ·
EUA matam dois em novo ataque a barco suspeito de narcotráfico no Pacífico

“Informações de inteligência confirmadas revelaram o envolvimento ativo desta embarcação no tráfico de drogas. A operação resultou na eliminação de dois narcoterroristas”, afirmou o Southcom.

Em um vídeo em preto e branco divulgado pelos militares, um barco pode ser visto se movendo rapidamente pela água antes de ser atingido por um projétil e pulverizado em uma grande explosão .

Essas operações fazem parte de uma estratégia mais ampla adotada por Washington para ampliar sua presença militar nas principais rotas marítimas utilizadas pelo narcotráfico na bacia do Caribe e no Pacífico oriental.

Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca , os Estados Unidos intensificaram o emprego de meios navais, aeronaves de vigilância e drones na região, justificando a medida pela necessidade de interromper o fluxo de drogas destinadas ao mercado norte-americano.

“This operation is a clear and decisive reminder that SOUTHCOM is taking the fight directly to the cartels.”

On August 23, under #SOUTHCOM Commander Gen. Francis L. Donovan’s direction, Joint Task Force Western Hemisphere executed a lethal kinetic strike on a low-profile vessel… pic.twitter.com/aIw1qn36gd

O governo também passou a classificar determinados cartéis latino-americanos como organizações terroristas, ampliando o papel das Forças Armadas em missões tradicionalmente conduzidas por agências de segurança e aplicação da lei.

A política foi ampliada em 2026 com a inclusão do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Brasil, na lista norte-americana de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) . Washington afirma que os grupos mantêm redes criminosas transnacionais ligadas ao narcotráfico e à violência organizada, justificando sua designação no âmbito da estratégia de combate ao chamado “narcoterrorismo”.

O número de mortos em ataques aéreos dos EUA no Caribe e no Pacífico oriental ultrapassou 200 desde o início dessas operações, em setembro de 2025, com o objetivo declarado de combater o fluxo de drogas para os Estados Unidos por via marítima.

Críticos da estratégia afirmam que a crescente militarização do combate ao narcotráfico representa uma mudança significativa na política de segurança dos Estados Unidos para a região. Segundo especialistas e organizações de direitos humanos, o uso de ataques letais contra embarcações suspeitas levanta questionamentos sobre o respeito ao direito internacional, à soberania dos países envolvidos e às garantias de devido processo legal para os indivíduos alvejados.

O governo Trump nunca apresentou provas concretas para sustentar a alegação de que as embarcações alvejadas estavam de fato envolvidas com o tráfico de drogas. Especialistas e funcionários da ONU denunciaram esses ataques como execuções extrajudiciais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.

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