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Ultraprocessados podem influenciar resposta do cérebro aos alimentos, diz estudo

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Ultraprocessados podem influenciar resposta do cérebro aos alimentos, diz estudo

Talvez você já tenha ouvido alguém dizer que o problema dos alimentos ultraprocessados , como refrigerantes, biscoitos recheados e macarrão instantâneo, não está no alto grau de processamento, mas apenas no excesso de gordura , açúcar e sódio.

Pois um novo estudo , publicado na revista científica Nature Metabolism , traz evidências de que a história não é bem assim.

Em um ensaio clínico randomizado, considerado o método de pesquisa mais confiável para investigar relações de causa e efeito, os pesquisadores descobriram que, mesmo quando apresentam quantidades semelhantes de calorias, gorduras, açúcares e outros nutrientes, refeições ultraprocessadas podem provocar respostas diferentes no organismo.

E mais: essas diferenças foram associadas à maneira como o cérebro reage aos alimentos.

Entenda mais. +Leia Também: Da teoria ao prato: como reverter empecilhos para uma alimentação saudável Como o estudo foi realizado? Conduzida por pesquisadores da Virginia Tech, nos Estados Unidos, a investigação envolveu 57 adultos jovens e saudáveis, divididos entre avaliações metabólicas e exames de atividade cerebral.

Na etapa metabólica, 32 participantes consumiram, em dias diferentes, duas refeições: uma com alimentos ultraprocessados e outra sem nenhuma comida dessa categoria.

Continua após a publicidade Mas o pulo do gato é que ambas tinham aproximadamente 300 calorias e foram cuidadosamente elaboradas para apresentar quantidades praticamente idênticas de carboidratos, proteínas , gorduras, fibras, sódio e água , além de índices glicêmicos semelhantes.

A proposta era justamente essa: investigar se o grau de processamento dos alimentos poderia influenciar o funcionamento do organismo independentemente de sua composição nutricional.

Após cada refeição, os pesquisadores acompanharam os participantes durante três horas, medindo três parâmetros : Níveis de glicose e insulina no sangue; Gasto energético; Maneira como o corpo utilizava carboidratos e gorduras como fontes de energia.

Já na etapa cerebral, 52 voluntários passaram por exames de ressonância magnética funcional enquanto observavam imagens de alimentos ultraprocessados e não ultraprocessados.

Continua após a publicidade Eles também precisaram indicar quanto estariam dispostos a pagar por cada produto , permitindo investigar como o cérebro atribuía valor aos alimentos. +Leia Também: Cérebros de dançarinos sincronizam ao dançar – e isso pode protegê-los no envelhecimento O que os pesquisadores descobriram? O resultado mais expressivo apareceu no campo metabólico: embora as duas refeições tenham gerado níveis semelhantes de glicose no sangue, a ultraprocessada provocou uma liberação significativamente maior de insulina .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.

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