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Economia

Empreendedorismo feminino bate recorde, mas mulheres ainda enfrentam renda menor e crédito mais caro

Valor Investe ·
Empreendedorismo feminino bate recorde, mas mulheres ainda enfrentam renda menor e crédito mais caro

O Brasil chegou a um recorde histórico de 10,4 milhões de mulheres empreendedoras.

Nos últimos dez anos, o número cresceu 27%, segundo o Sebrae.

O avanço, porém, ainda não eliminou as desigualdades entre homens e mulheres no mundo dos negócios.

A renda média das empreendedoras é 24% menor que a dos homens.

Embora o hiato tenha recuado 9,5 pontos percentuais entre 2012 e 2025, a diferença continua significativa.

Nesta edição da coluna no Valor Investe, a jornalista Naiara Bertão, analisa os fatores que ajudam a explicar esse cenário e os impactos sobre a vida financeira das mulheres.

A maternidade está entre eles.

A necessidade de conciliar trabalho e cuidados com os filhos pode aumentar a busca por atividades informais e com maior flexibilidade.

Jornadas rígidas, horas extras e viagens também podem dificultar a permanência ou o avanço das mulheres em determinadas atividades.

O acesso ao crédito é outro obstáculo.

As empreendedoras enfrentam, em média, juros de cerca de 40% ao ano, ante 36,8% para empresas comandadas por homens, segundo os dados do Sebrae.

Há ainda um desafio menos discutido: a gestão financeira.

Com a sobrecarga de responsabilidades, decisões relacionadas a dinheiro, investimentos e ao próprio negócio podem acabar sendo delegadas, o que pode limitar a autonomia financeira.

Existem, no entanto, iniciativas voltadas especificamente às empreendedoras, como o Desenvolve Mulher, do Desenvolve SP, e o BNDES Procapcred Mulher, além de programas federais de apoio a micro e pequenas empresas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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