Parceria entre Unesp de Bauru e Ibama descobre pelo DNA espécies marinhas traficadas no Aeroporto de Guarulhos
Parceria entre Unesp de Bauru e Ibama descobre pelo DNA espécies marinhas traficadas Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru (SP), em parceria com fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) utilizam análises de DNA para rastrear e identificar toneladas de animais marinhos apreendidos no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo.
A investigação de genética forense combate o tráfico internacional de vida marinha que tenta retirar espécies ameaçadas do país de forma ilegal. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp A parceria rastreia toneladas de animais marinhos, como pepinos-do-mar, nadadeiras de tubarão e bexigas natatórias que seriam traficados ilegalmente do Brasil para o exterior em malas, caixas e até embalagens de alimentos.
Pepinos-do-mar apreendidos no GRU pela ação do Ibama Acervo LAGENPE/ UNESP Bauru As cargas seriam despachadas no terminal de mercadorias ou levadas por passageiros com destino a países asiáticos como China e Hong Kong, além de Estados Unidos, Reino Unido e Itália.
Após as apreensões em Guarulhos, os fiscais do Ibama encaminham amostras do material ao Laboratório de Genômica e Conservação de Peixes, no campus da Unesp em Bauru.
No local, a equipe realiza o sequenciamento genético para a identificação dos animais.
LEIA TAMBÉM Educação de Jovens e Adultos é oportunidade de conclusão dos estudos e combate ao analfabetismo no interior de SP Bauru tem dois dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil, aponta estudo Vestibulinho das Etecs: saiba como pedir redução na taxa de inscrição até 1º de setembro no interior de SP Ao g1, a bióloga Auany Camila Fantinelli explica que, com as análises concluídas, os cientistas produzem relatórios técnicos sobre as espécies encontradas.
Os documentos são entregues ao instituto ambiental para alimentar inquéritos policiais e subsidiar a atuação de laboratórios de perícia forense especializados.
"A gente emite um relatório explicando quais amostras analisadas são de animais em risco de extinção e que não podem ser comercializados.
O Ibama pega esse documento e envia o material diretamente para um laboratório forense oficial.
Assim, eles só fazem pela perícia criminal já sabendo exatamente o que vão encontrar", explica a bióloga.
Extração do DNA e desafios O estudo das amostras do material genético representa um grande desafio para a equipe da Unesp.
Além de tentar enganar a fiscalização visual, a desidratação e a manipulação (muito comuns nas apreensões) servem para reduzir o volume e o peso das peças nas bagagens, conservando o produto durante a viagem.
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