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A coragem de votar pelo Brasil

Folha de S.Paulo ·
A coragem de votar pelo Brasil

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Jornalista, professor e escritor, é doutor em educação, arte e história da cultura (UPM); membro da Academia Paulista de Educação (APE) e conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)

Após a Copa do Mundo , a política volta a ocupar a atenção no Brasil. Teremos, em outubro próximo, eleições para os principais cargos da República: deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente. Mais do que um rito democrático, uma decisão que influenciará por quatro anos os rumos do país.

A imprensa cumpre seu papel ao trazer informações, comparar propostas, fiscalizar os candidatos e revelar suas trajetórias. Cabe ao eleitor buscar fontes confiáveis, analisar o histórico de cada postulante e resistir à desinformação que costuma marcar as campanhas eleitorais. As fake news já estão por aí, contra e a favor da verdade.

A escolha do Congresso Nacional será tão importante quanto a do presidente da República. Nos últimos anos, estamos vivendo um bizarro e perigoso parlamentarismo. A governabilidade depende da relação de poder entre o Executivo e o Legislativo. Por isso, votar para presidente e desmerecer os candidatos às casas parlamentares é irresponsabilidade com a democracia.

Na disputa pelo Palácio do Planalto, diferentes perfis se apresentam ao eleitorado. Há nomes ligados ao velho "coronelismo" agrário, como Ronaldo Caiado ( PSD ); representantes do discurso vazio na economia, como Romeu Zema (Novo); candidaturas da "terceira via" sem programa claro, como a do escritor de autoajuda Augusto Cury ( Avante ) e de oportunistas oriundos de estranhos movimentos políticos recentes, como Renan Santos (Missão). Isso considerando apenas os que já pontuam nas pesquisas, poishá alguns outros.

Temos lideranças com estilos e programas bem conhecidos. Flávio Bolsonaro ( PL ) representa um grupo que se destaca na extrema direita brasileira, mesmo sob constantes escândalos e submissão a líderes estrangeiros. Seu discurso é o mesmo do pai, que está inelegível, cumprindo penas sob privação da liberdade. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) simboliza um projeto que marcou a política nacional nas últimas décadas, acumulando tanto amplo apoio popular quanto críticas e controvérsias. Lula, além de defender a soberania nacional, propõe políticas de inclusão, estabilidade econômica, valorização do salário mínimo e investimentos no social.

Cada candidatura desperta simpatias e rejeições. Nenhum político está acima do exame público, assim como nenhum deve ser julgado apenas por slogans, campanhas nas redes sociais ou narrativas construídas por adversários. O que importa é confrontar discursos com resultados, promessas com capacidade de execução e biografias com fatos conhecidos. Fatos, não versões deles.

O Brasil enfrenta muitos desafios . Crescimento econômico, combate às desigualdades, segurança, melhoria da saúde pública, fortalecimento da educação, preservação ambiental, geração de empregos e equilíbrio das contas públicas continuarão exigindo vontade política em decisões difíceis.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

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