O que candidatos ao governo de MG propõem sobre crise climática e impacto ambiental da mineração
Alagamento em Matias Barbosa em fevereiro de 2026 TV Globo/ Reprodução A mineração é uma das bases da economia de Minas Gerais.
Em 2025, o estado arrecadou R$ 3,57 bilhões em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), o maior valor entre todas as unidades federativas.
Ao mesmo tempo em que gera renda e trabalho, a mineração envolve questões relacionadas à preservação ambiental, ao uso de recursos naturais, à recuperação de áreas degradadas e à segurança de barragens.
O estado é o que mais possui estruturas em nível de alerta ou situação de emergência no país – são 84 ao todo, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).
Conciliar o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente será um dos desafios de quem assumir o governo mineiro em 2027. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Outra questão será preparar o estado para os efeitos das mudanças climáticas, que afetam cidades e populações, sobretudo as que vivem em áreas de risco.
Eventos extremos, como o registrado na Zona da Mata no início deste ano, com 74 mortes, tendem a se tornar mais frequentes.
Agora no g1 Os candidatos ao governo de Minas Gerais apresentam diferentes propostas para as questões ambientais envolvendo a mineração e o enfrentamento da crise climática.
O g1 apurou o que cada um deles defende nos planos apresentados à Justiça Eleitoral.
As outras reportagens da série reuniram as propostas sobre os seguintes temas: combate a feminicídios e facções criminosas; dívida pública e isenções fiscais; filas e desigualdades regionais na saúde; rodovias estaduais e transporte metropolitano.
Veja abaixo o plano de cada candidato, por ordem alfabética: Alexandre Kalil (PDT) Alexandre Kalil durante entrevista na TV Globo Reprodução/TV Globo Alexandre Kalil propõe que água, biodiversidade, cobertura vegetal, áreas de recarga, corredores ecológicos e territórios sujeitos a riscos sejam levados em consideração para a tomada de decisões relacionadas a atividades econômicas.
Ele promete reorganizar o licenciamento ambiental de empreendimentos com base em rigor técnico, previsibilidade e prazo.
Sobre as barragens de mineração, o candidato defende o uso de tecnologias de sensoriamento e monitoramento contínuo, além de fiscalização.
Em relação às mudanças climáticas, o plano de governo diz que a vulnerabilidade do estado será mapeada territorialmente, de forma que municípios com maior exposição a eventos extremos recebam apoio para a elaboração de planos de adaptação e prevenção.
O documento diz que a questão climática também é social e que as políticas devem considerar que idosos, crianças, pessoas com deficiência, famílias de baixa renda e populações que vivem em áreas de risco podem sofrer os impactos de maneira desproporcional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Minas Gerais.