Mãe denuncia falhas em atendimentos após morte de bebê de 8 meses na Capital
A família de uma bebê de 8 meses denuncia suspeita de negligência médica após a morte da criança, ocorrida na madrugada de domingo (11), após atendimentos em unidades de saúde de Campo Grande.
A mãe relata problemas na administração de medicamentos, falhas no fornecimento de oxigênio durante a transferência entre hospitais e demora para conseguir atendimento em uma unidade com estrutura de terapia intensiva.
O caso foi registrado na Polícia Civil e uma denúncia foi protocolada no Ministério Público Estadual.
Segundo o relato da mãe, a criança começou a receber atendimento na madrugada de quarta-feira (7), na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário.
Após a realização de um raio-X, foi identificada uma mancha no pulmão.
Mesmo assim, a bebê foi liberada com prescrição de amoxicilina associada a clavulanato.
Na madrugada de sábado (10), por volta das 2h, a menina apresentou febre alta, dois episódios de vômito e diarreia.
A mãe informou que administrou dipirona, conforme orientação médica, mas não houve melhora.
Por volta das 6h, levou a filha novamente à UPA Universitário.
Na unidade, a criança passou pela triagem e um médico a avaliou, que solicitou outro raio-X e a manteve em observação.
Segundo a mãe, a equipe realizou procedimentos com bombinha, administrou soro e colocou a bebê em oxigênio.
Também foram coletados 4 exames laboratoriais.
Com a queda da saturação, foi solicitada uma vaga hospitalar.
A transferência foi autorizada para a Fundação Carmen Prudente de Mato Grosso do Sul, conhecida como Hospital de Câncer, para onde a criança foi encaminhada por volta das 13h59.
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