Honestino: Ditadura nunca mais
Assisti ao filme “Honestino ”.
Não saí do cinema apenas emocionado.
Saí indignado.
Emoção é uma experiência íntima.
Indignação é uma tomada de posição.
E o filme de Aurélio Michiles não nos pede apenas que nos comovamos com a história de um jovem brilhante assassinado aos 26 anos.
Exige que chamemos pelo nome aquilo que o Estado brasileiro fez.
Honestino Guimarães não “desapareceu”.
Foi capturado por agentes do Estado.
Foi torturado.
Foi assassinado.
Seu corpo foi ocultado.
Sua família foi condenada a uma espera sem sepultura.
E, durante décadas, o país conviveu com esse crime como se o silêncio pudesse funcionar como uma forma de absolvição.
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