Alunos procuram atendimento médico após compartilhamento de agulhas em feira científica de escola no Rio
Vinte alunos e visitantes de um colégio particular do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoste do Rio, precisaram buscar atendimento médico após serem expostos a uma situação de risco envolvendo o compartilhamento de lancetas durante uma feira de ciências.
O episódio ocorreu no sábado, 12, em um estande sobre diabetes do Colégio Tamandaré, e é investigado pela 42ª DP (Recreio).
Segundo a escola, uma estudante levou para a apresentação um aparelho para medir glicose e lancetas, pequenas agulhas usadas na coleta de sangue.
A orientação dada por professores e coordenadores era de que os equipamentos fossem mantidos apenas para demonstração.
No entanto, perto do fim da feira, a aluna teria usado o material para realizar testes de glicemia em visitantes.
Segundo a apuração da própria instituição, uma mesma lanceta chegou a ser utilizada por até três pessoas, o que gerou preocupação com uma possível exposição a doenças transmitidas pelo sangue, entre elas hepatites B e C, HIV e sífilis.
Ao menos 21 pessoas procuraram atendimento, sendo pelo menos dez estudantes da escola.
No Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, vinte pacientes foram avaliados e iniciaram o protocolo de profilaxia pós-exposição, procedimento preventivo adotado diante de determinados contatos com material biológico potencialmente contaminado.
Até o momento, todos os testes realizados deram negativo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
Equipes das vigilâncias epidemiológica e sanitária estiveram na escola nesta segunda-feira, 14, enquanto a Polícia Civil ouviu o diretor da unidade Recreio II e solicitou imagens das câmeras de segurança para esclarecer as circunstâncias do episódio.
Publicidade
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.