Pendência em estádio histórico pode fazer time da Série A 'perder' arena de R$ 469 milhões
Estádio histórico que foi a casa do Grêmio por quase 60 anos, o Olímpico segue abandonado e até hoje não foi demolido.
De acordo com o ge, o clube gaúcho aguarda definição da OAS 26 e da Karagounis sobre como e quando pretendem assumir a área da antiga praça esportiva.
Esse imbróglio jurídico pode fazer o time da Série A perde até mesmo a gestão da Arena do Grêmio, construída por R$ 469 milhões.
Conforme previsto no acordo de construção da Arena do Grêmio, aconteceria uma troca de chaves entre Grêmio e as empresas que passariam a ter a permuta definitiva da propriedade do Olímpico.
Em contrapartida, o Imortal passaria a controlar seu estádio sem nenhum entrave judicial.De acordo com a reportagem, o Grêmio garante estar apto a fazer a troca de propriedades.
Com a compra da dívida pelo empresário Marcelo Marques (dois terços) e pelo próprio clube gaúcho, a nova casa tricolor deixou de estar alienada judicialmente.
Por que ainda não trocaram as propriedades?A diretoria do Grêmio segue em tratativas com a OAS 26 e Karagounis, empresa vinculada à Caixa Econômica Federal.
Havia um prazo de resposta para as empresas até o fim de julho sobre a implementação da permuta, o que não foi atendido por ambas.O Grêmio, por sua vez, afirma estar de acordo com todas as obrigações contratuais implementadas.
OAS 26 e Karagounis não se manifestaram sobre o caso.Enquanto o assunto não é resolvido, o Olímpico continua fechado e abandonado.
Apenas a permuta entre o Grêmio e as empresas dará um desfecho ao velho estádio, que deve ser demolido após a troca ser concretizada.Os motivos pelo qual a troca de chaves se tornou um imbróglio foram, principalmente, as dívidas pela construção da Arena do Grêmio e as obras de infraestrutura no entorno do estádio.
Os débitos já não existem, então o segundo ponto se tornou fundamental.
Renato Gaúcho na Arena do Grêmio - Foto: Lucas Uebel | Gremio FBPA Discussão jurídica pelas obras e prazo para troca de chavesHouve uma discussão jurídica em torno das obras de infraestrutura da Arena.
De acordo com o ge, o Grêmio afirma não possuir obrigações financeiras para este quesito.
A maior parte dos investimentos cabe a OAS 26, que precisaria bancar a execução das obras.O fato é que a troca de chaves precisa ocorrer até 2034, quando termina o direito de gestão doado ao Grêmio.
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