PT quer ampliar participação feminina, mas mulheres são minoria
O PT lançará 404 candidaturas femininas nas eleições gerais de 2026, equivalente a 36,8% do total de postulantes da legenda.
É a maior proporção da história do partido, mas as mulheres seguem em minoria entre os petistas.
O crescimento acompanha a tendência do país.
As mulheres representam 34,9% das candidaturas , um novo recorde proporcional, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Pelo critério relativo, o PT está hoje acima da média nacional, mas ainda distante da paridade.
Em números absolutos, o total de candidaturas do PT encolheu ao longo dos ciclos eleitorais.
A legenda teve seu ápice em 2002, com 1.630 concorrentes, e caiu para 1.097 em 2026 –o menor número desde 1994 , quando passaram a estar disponíveis dados por sexo.
É uma retração de 32,7% em relação ao pico da série histórica, segundo dados do TSE .
Apesar da queda geral, a fatia feminina avançou.
Em 1994, as mulheres eram 12,8% das candidaturas do PT.
Leia o infográfico abaixo: O partido tem investido em ações para tentar reduzir o desequilíbrio.
Nos últimos meses, a legenda lançou um comitê de mulheres ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o objetivo de ampliar a rede de mobilização feminina nos Estados.
A movimentação também tem respaldo na Justiça Eleitoral.
Os partidos devem destinar pelo menos 30% dos recursos de campanha às candidaturas femininas e reservar a elas, no mínimo, 30% do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.
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