Book charms: conheça tendência dos mini livros chaveiros que cresce na Bienal
Era setembro de 2025 e a atriz Elle Fanning chegava ao desfile da Coach na Semana de Moda de Nova York com um acessório especial: preso à sua bolsa Tabby 26 Matelasse, estava um chaveiro com uma versão em miniatura do livro clássico Razão e Sensibilidade, de Jane Austen.
Quando as modelos da marca começaram a passar pela passarela, quase todas aquelas que exibiam a nova versão da bolsa Kisslock também carregavam livros em miniatura.
Nas semanas seguintes, influenciadoras, atrizes e modelos apareceram com chaveiros de outros livros.
Eu Te Darei O Sol, de Jandy Nelson, Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola, de Maya Angelou, por exemplo.
O item era resultado de uma colaboração da marca com a editora americana Penguin Random House e, claro, viralizou.
O acessório/livro de bolso foi apelidado de “book charm”, que na tradução literal seria algo como “pingente de livro”.
Agora, o item chega ao mercado brasileiro e cresce como destaque de algumas editoras na Bienal do Livro de São Paulo 2026, evento que segue até o dia 13, no Distrito Anhembi.
A Rocco faz sua estreia nos book charms com o clássico A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, à venda no estande da editora na feira literária por R$ 59,90.
“Começamos por A Hora da Estrela, porque é o livro mais conhecido de Clarice Lispector e também o segundo de ficção mais vendido do ano no Brasil, com mais de 100 mil exemplares até o final de agosto, segundo a pesquisa da Nielsen-Publish News “, diz o diretor comercial e de marketing da Rocco, Bruno Zolotar.
O livro só chega oficialmente ao mercado no final de setembro, mas a editora optou por realizar um pré-lançamento na Bienal justamente para que as pessoas conheçam o conceito.
“A receptividade e vendas estão bem boas e já enviamos uma nova remessa.
Além disso, os leitores já estão pedindo Água Viva e a Paixão Segundo GH no mesmo formato”, conta.
A Rocco deve lançar em breve novas book charms de Clarice, e deve apostar no formato com autores de ficção jovem.
Zolotar diz que a ideia de investir no livros chaveiro veio após observar a tendência na semana de moda americana: “Ler está na moda e as grifes viram que associar livros com marcas traz valor para elas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.