Dólar sobe a R$ 5,12 e Bolsa recua com petróleo em queda e deflação no país
O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (11), cotado a R$ 5,125, enquanto na Bolsa de Valores o índice de ações Ibovespa recuou em sessão marcada por cautela. Os mercados foram influenciados pela divulgação de índices de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Os bancos centrais dos dois países decidem, na semana que vem, suas taxas de juros em mais uma "super quarta-feira".
Dólar subiu. Depois de recuar até R$ 5,08, a moeda americana passou a subir no comercial para a venda até fechar o pregão do dia cotada a R$ 5,125, variação de mais 0,43% ante fechamento de ontem, quando a divisa recuou 0,9%.
Já o Ibovespa caiu. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 recuava 0,69% faltando 20 minutos para o fim da sessão, marcando 186.967 pontos. Ontem, a Bolsa ignorou aversão a risco internacional e perdas nos índices acionários no exterior ao fechar o dia em alta de 1,42%, aos 188.268 pontos .
Fluxo de capital externo tem apoiado atual sequência positiva do Ibovespa. O saldo das aplicações dos estrangeiros, grupo que responde por cerca de 60% do giro financeiro na Bolsa do Brasil B3, está positivo desde 21 de agosto, somando aportes de R$ 10,5 bilhões. Essas entradas amenizaram saídas superiores a R$ 20 bilhões na primeira metade de agosto. Desde então, o Ibovespa avançou 12%.
Nas últimas semanas, investidores vêm interpretando que o maior dinamismo da campanha [eleitoral] da oposição, com recuperação nas pesquisas de intenção de voto, somado a um noticiário considerado relativamente mais desfavorável ao governo, tem reduzido a percepção de risco sobre os ativos brasileiros e favorecido a valorização do real. Leonel Oliveira Mattos, economista na StoneX
No exterior, preço do petróleo acomodou. O contrato futuro do tipo Brent recuou 2,81%, para US$ 104,61, após ter batido US$ 109,62 na máxima de hoje. Na véspera, o ativou fechou em alta de 6,34%, a US$ 107,63 o barril.
Apesar da retração, cotação do barril segue ao redor das máximas em quatro meses. O petróleo caro eleva o risco de inflação ao gerar reajustes de preços nas cadeias de logística e nos insumos cotados na moeda americana. Foi por isso que o BCE (Banco Central Europeu) decidiu ontem elevar a taxa básica de juros . E, pelo mesmo motivo, a maior parte dos agentes econômicos projetam aumento das taxas nos Estados Unidos semana que vem.
Deflação em agosto no Brasil. A queda de preço das tarifas de energia elétrica e dos alimentos contribuiu para a deflação de 0,32% em agosto, mostraram dados divulgados hoje pelo IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplio). Com a variação negativa, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mantém a trajetória de desaceleração e segue no intervalo de tolerância da meta.
O IPCA de agosto é um dos dados importantes para a decisão do Copom na reunião da semana que vem. Como a inflação tem mostrado algum alívio nos últimos meses e o câmbio também vem se comportando de forma favorável, esperamos que o Banco Central decida por um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 13,75% ao ano. Nossa projeção é que os juros sejam mantidos nesse patamar até o fim de 2026.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.