BTG mira mercado de R$ 50 trilhões com cartão de crédito para empresas
O banco BTG Pactual está de olho no mercado gigante de transações entre empresas, e acaba de lançar um cartão de crédito que opera com bandeira própria e promete oferecer crédito rápido e flexível para capital de giro. O cartão funciona de forma integrada com a máquina adquirente do banco e mira um mercado potencial de R$ 50 trilhões.
A ideia é simplificar as transações entre empresas e seus fornecedores. O arranjo vai permitir por exemplo pagar um fornecedor hoje, mas agendar a saída do dinheiro da conta da empresa para depois. O período entre o pagamento efetivo e o dia que o dinheiro sai da conta é financiado pelo banco. A definição dos prazos é flexível e ocorre no ato. Para o modelo funcionar, empresa e fornecedores precisam ser clientes do BTG.
As taxas de juros e condições de crédito serão definidas de acordo com o perfil de cada cliente. Mas "a ideia é ter taxas mais parecidas com as de um crédito comum do que com a de cartão de crédito", diz Rogério Stallone, sócio de crédito corporativo e responsável pelo BTG Pactual Empresas.
O objetivo é substituir modelos tradicionais de transação entre empresas, como duplicatas, Ted e até o Pix. Integrado a outras soluções para empresas sob o guarda-chuva BTG Pay, o sistema também permite automatizar algumas rotinas financeiras da empresa. "Estamos usando tecnologia para simplificar transações", diz Gabriel Motomura, co-head do BTG Pactual Empresas.
O cartão opera com bandeira própria BTG Pay, em arranjo fechado, ou seja, só funciona em máquinas do banco. Com o aumento do uso, será necessária a abertura do arranjo. A regra do Banco Central determina o arranjo aberto em casos de R$ 20 bilhões ou 100 milhões de transações no prazo de um ano. Nesse caso, o cartão poderá ser aceito por outras adquirentes, mas a flexibilidade de condições nas definições de prazos continuará restrita às transações feitas com máquinas do banco.
A solução recém-lançada tem como alvo um mercado de cerca de R$ 50 trilhões. O montante é a soma do valor transacionado no mercado de adquirência (cerca de R$ 4,5 trilhões) com o de boletos entre empresas (R$ 11 trilhões) e o de Ted e Pix entre empresas (R$ 35 trilhões), segundo dados divulgados pelo BTG.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.