Pomar urbano: copas carregadas de frutas provocam corrida a árvores em SP
Quem anda cabisbaixo pelas ruas sob o céu poluído de São Paulo pode notar apenas as manchas roxas deixadas nas calçadas nesta época do ano.
Basta, porém, levantar um pouquinho a cabeça para logo enxergar copas de amoreiras carregadas , com frutas prontas para serem disputadas com os passarinhos.
Mas, ao devorá-las, existe algum risco para além de uma eventual “pincelada” na roupa ? Basta descrever as frutas que surgem pelo caminho para se afundar em um sacolão de clichês.
As amoras não são as únicas que se apinham em qualquer ponto onde afloram pequenos canteiros e quadriláteros de terra, em meio a tanto asfalto e concreto da capital paulista.
Logo mais, será a vez das pitangas, que já dão sinal em flor por calçadas afora.
Chegando o fim do ano, vêm as goiabas, que sujam os sapatos dos descuidados, ao cair maduras demais dos pés, com cheiro e aroma inconfundíveis.
Ao lado da Avenida 23 de Maio, uma das mais movimentadas e poluídas da cidade de São Paulo, já há árvores pendentes de amoras.
Para quem caminha por lá, são como um respiro.
Não tão doces quanto aquelas cultivadas em outros campos menos duros, ainda assim trazem vida no sabor.
A advogada Janete Ana, de 80 anos, foi incomodada pela reportagem enquanto colhia as amoras na alça de acesso à 23 de Maio, no Paraíso.
“Com a natureza, ninguém pode.
Ninguém vai vencer a natureza, por mais perverso que seja.
É isso”, disse, ao explicar a força das frutas em meio ao caos urbano.
Janete afirmou que sempre que passa pelo local aproveita para fazer a colheita até onde os braços alcançam.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.