A vanguarda do atraso
Não sei se Lulinha é inocente ou culpado por tudo que lhe atribuem.
Isso está sob investigação.
O inquérito corre em segredo de Justiça.
Mas não preciso ser um jornalista diplomado (e sou) para concluir que grande parte da imprensa quer ver Lulinha enterrado na lama para, assim, prejudicar as chances de seu pai se reeleger.
Nada muito diferente do que aconteceu durante o período da Lava Jato, que resultou na prisão de Lula por 580 dias e no impedimento de disputar a eleição presidencial de 2018, vencida por Jair Bolsonaro.
Todas as eleições presidenciais desde o fim da ditadura militar de 64 se deram à sombra do pernambucano nascido em 1945, registrado com o nome de Luiz Inácio da Silva e filho de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Melo, que depois se tornaria conhecida como Dona Lindu.
Ambos trabalhavam na agricultura de subsistência, cultivando a terra para o sustento da própria família.
Como líder sindical na região do ABC paulista, Luiz Inácio virou Lula; e em 1982, para disputar o governo de São Paulo, adotou oficialmente o nome Luiz Inácio Lula da Silva.
Foi candidato a presidente da República pela primeira vez em 1989, sendo derrotado por Fernando Collor de Mello.
Perdeu as eleições de 1994 e 1998 para Fernando Henrique Cardoso.
Elegeu-se presidente em 2002, reelegeu-se em 2006 e venceu novamente em 2022.
É o único presidente desde 1930 que elegeu e reelegeu sua sucessora, Dilma Rousseff.
Ganhe ou perca a eleição deste ano, passará à História como o brasileiro que pelo voto popular governou o Brasil por mais tempo.
Getúlio Vargas governou 15 anos como ditador e apenas quatro como presidente eleito.
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