Mulher que disse para GCM "voltar para a senzala" é condenada à prisão
A Justiça de São Paulo condenou Aline Marques da Gama, de 36 anos, à prisão, por chamar uma guarda civil municipal (GCM) de “macaca” e dizer para a agente “voltar para a senzala” , após ser detida por furtar uma garrafa de uísque de uma adega, em Peruíbe , no litoral paulista .
Segundo os autos, o caso ocorreu em maio de 2025.
Na ocasião, Aline estava em uma adega consumindo bebidas alcoólicas, quando foi desafiada por um indivíduo a cometer o crime de roubo.
A mulher foi condenada por injúria racial, furto qualificado, desacato, ameaça e tentativa de lesão corporal contra guardas municipais.
As penas foram fixadas em dois anos e três meses de reclusão e um ano, oito meses e dez dias de detenção, em regime inicial semiaberto.
No entanto, um funcionário do local ouviu o barulho das garrafas batendo e confrontou a ré e o comparsa.
Eles tentaram se fazer de desentendidos e, ao perceberem que o funcionário checaria as câmeras de segurança, tentaram fugir e foram contidos por clientes.
Aline chegou a brigar com uma cliente e agrediu o funcionário, que tentou intervir para acalmar a situação.
Guardas civis que patrulhavam pela região ouviram gritos e foram acionados pelos funcionários do estabelecimento.
No local, os agentes deram voz de prisão à suspeita, mas Aline resistiu à abordagem e passou a xingar um guarda de “filho da puta” e “pau no cu” .
Ela também tentou desferir um chute contra ele, o que configurou a tentativa de lesão corporal.
A mulher foi levada para à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe para a realização do exame de integridade física, onde ameaçou de morte outra guarda.
Aline afirmou que a família da agente “iria morrer” e que ela “deveria subir o morro para ver”.
Já a injúria racial ocorreu no interior da Delegacia Sede de Peruíbe .
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