Enquanto a profundidade média dos oceanos da Terra é de aproximadamente 3.682 metros, existe uma região do Pacífico que desce quase três vezes mais e continua sendo um dos ambientes menos acessíveis já explorados pelo ser humano
Sonar multifeixe, sensores de pressão e satélites revelam um relevo submarino que varia por muitos quilômetros abaixo da superfície
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A maior parte do fundo oceânico já está muito além do alcance direto de mergulhadores, mas algumas depressões levam essa distância a outro nível. A Fossa das Marianas , no oeste do Pacífico, abriga o Challenger Deep, cuja profundidade medida chega a cerca de 10.935 metros. Isso representa quase três vezes a profundidade média dos oceanos, estimada pela NOAA em 3.682 metros, e ajuda a explicar por que mapear e explorar essas regiões ainda exige navios, sonares e veículos especializados.
A profundidade média global de aproximadamente 3.682 metros é um valor calculado a partir do relevo de todos os oceanos. Isso não significa que a maior parte do fundo esteja exatamente nessa cota: existem plataformas continentais rasas, planícies abissais, montanhas submarinas e fossas que descem muito além da média.
Na Fossa das Marianas , o Challenger Deep alcança cerca de 10.935 metros abaixo do nível médio do mar, com incerteza de aproximadamente seis metros em uma medição moderna baseada em mergulhos e sensores. A diferença mostra como o relevo submarino pode variar por muitos quilômetros verticais em um mesmo planeta.
Atualmente, uma das principais ferramentas é o sonar multifeixe. Instalados em navios, esses sistemas enviam vários pulsos acústicos em diferentes direções e medem quanto tempo o som leva para atingir o fundo e retornar. Com correções para propriedades da água, esses dados permitem construir modelos tridimensionais do relevo submarino.
Um vídeo do Mundo Profundo fala do fundo oceânico, ajuda a visualizar como navios transformam pulsos sonoros em mapas batimétricos detalhados.
A Fossa das Marianas está associada a uma zona de subducção. Nessa região, uma placa tectônica oceânica mergulha abaixo de outra, produzindo uma longa depressão no fundo do Pacífico. Esse processo cria fossas estreitas e extremamente profundas, muito diferentes das vastas planícies abissais que ocupam áreas maiores dos oceanos.
O Challenger Deep não deve ser imaginado como um buraco vertical isolado. Ele fica dentro de uma estrutura geológica extensa e irregular, com diferentes depressões e elevações. É justamente essa geometria complexa que exige levantamentos de alta resolução para determinar qual ponto é realmente o mais profundo.
Transformar pressão ou tempo de retorno do sonar em profundidade exige várias correções. Velocidade do som muda conforme temperatura, salinidade e pressão da água. Em medições baseadas em pressão, pesquisadores também consideram gravidade local, pressão atmosférica e variações do nível do mar.
Foi assim que um estudo publicado em 2021 chegou a 10.935 metros para o ponto mais profundo observado do Challenger Deep. Os pesquisadores utilizaram perfis de altímetro acústico combinados com pressão medida diretamente durante mergulhos do submersível Limiting Factor .
Conhecemos a forma geral dos oceanos por dados de satélite e levantamentos acumulados, mas isso é diferente de possuir um mapa detalhado produzido diretamente por sonar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.