Por que certas espécies de animais possuem um clitóris com osso
Quando pensamos em ossos, principalmente no que se refere aos mamíferos, certamente fazemos associação com o crânio, fêmur e vértebras, ou seja, conhecemos quais são os ossos que compõem nosso esqueleto e sabemos a sua função – sustentação, equilíbrio, mobilidade e proteção.
No entanto, ao nos referirmos à existência de um osso no pênis, a maior parte das pessoas se surpreende.
Contudo, é ainda mais surpreendente quando mencionamos a existência de um osso no clitóris das fêmeas.
Sim, alguns grupos de mamíferos — como roedores, morcegos e primatas — possuem estruturas ósseas associadas à genitália.
O báculo é o osso que ocorre no pênis, enquanto o baubelo é o osso presente no clitóris das fêmeas.
Essas estruturas têm seus nomes com origem no latim: Baculum (em português, bastão ou cajado) e Baubellum (em português, joia).
Machismo científico Diferente do que acontece com os machos, para os quais existem diversas publicações científicas que apresentam a morfologia da genitália, descrevem o báculo e suas funções, o estudo da genitália feminina e a estrutura presente nas fêmeas é negligenciado.
E não se trata apenas dos animais: é assim com os humanos também.
O clitóris é amplamente reconhecido como o principal ponto do prazer sexual feminino.
Apesar de seu papel central, historicamente o órgão recebeu descrições imprecisas, sendo frequentemente tratado de forma simplificada como uma versão miniaturizada do pênis.
Chegou a ser omitido em manuais médicos entre as décadas de 1950 e 1970.
Mas a identificação do órgão remonta à Antiguidade clássica.
Autores como Rufo de Éfeso — responsável por introduzir o termo kleitoris — e Sorano de Éfeso já documentavam a anatomia feminina por volta do século II depois de Cristo.
Em contrapartida, figuras de grande influência como Galeno, o mais famoso médico da Antiguidade depois de Hipócrates, negligenciaram o tema.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.