Combater fake news pelo bem da saúde mental
Vocês que convivem com idosos também estão com dificuldade para combater notícias falsas que eles recebem por redes sociais? Para começar não falo mais Fake News, nem notícia, porque notícia está relacionada ao jornalismo e jornalistas não podem inventar nada.
Digo “vídeo mentiroso” ou “texto mentiroso”.
Dia desses uma senhora de 90 anos estava com o celular na mão, vendo um vídeo (de IA) que dizia que Lula foi preso com 89 milhões em notas de 100 reais.
E já estava lá, acreditando sem confirmar em nenhuma outra fonte ou pessoa.
Não podemos esperar tanta dedicação em busca da verdade por pessoas que não conseguiram acompanhar o desenvolvimento da tecnologia.
E nem sempre tem a ver com a idade e nem podemos culpar essas pessoas.
Mas podemos pensar sobre os responsáveis por essa disseminação de mentiras e como combatê-los.
Deve ser culpa do algoritmo a entrega desse tipo de conteúdo.
Mas como esses algoritmos chegam até os idosos ou a qualquer pessoa que não procura diretamente por esse tipo de conteúdo? Percebi que, quase sempre, é por meio de perfis religiosos.
Um pastor vai puxando outro até chegar em políticos que usam religião para pregar “deus, pátria, família”.
Daí para Fake News contra os opositores é uma teclada.
Por sorte, a maioria desses idosos não vai sair para votar, mas o estrago cognitivo já está feito.
E isso é muito doloroso para quem convive com eles, vê-los entregues ao ódio.
Sim, ódio, porque eles desenvolvem ódio por pessoas de esquerda, ao comunismo, à China, Venezuela, Cuba, artistas… e, pior, admiram pessoas como Donald Trump ou que defendem a preservação da família (a tradicional), com direito à proteção com armas de fogo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.