Anvisa proíbe chá e produtos que prometem resultado igual ao Mounjaro; veja lista
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (14), apreensão e proibição de 11 produtos vendidos com promessa de emagrecimento e referências ao Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida fabricado pela farmacêutica Eli Lilly.
A medida, publicada na Resolução 3.161/2026 no Diário Oficial da União, abrange itens da linha “Milagroso Ervas” e o “Chá Sarapião”, todos sem registro, notificação ou cadastro na agência.
A proibição vale para fabricação, distribuição, comercialização, divulgação e uso em todo o território nacional.
Os itens vetados são: “Milagroso Ervas Black”, “Milagroso Ervas Mounjaro Turbo”, “Milagroso Ervas Mounjaro 3x Turbo”, “Milagroso Ervas Detox”, “Mounfor X Emagrecedor”, “Milagroso Ervas Cápsula Azul”, “Milagroso Ervas Mounjaro Rosa”, “Milagroso Ervas Mounjaro”, “Milagroso Ervas Vermelho” e “Milagroso Ervas”.
A mesma medida determinou a apreensão do “Chá Sarapião”, comercializado pela empresa Natural Ervas Produtos Naturais Ltda. (Farmagon, CNPJ 03.021.976/0001-39).
Motivação da proibição Segundo a Anvisa, nenhum dos produtos possui registro sanitário, o que os torna ilegais em todas as etapas da cadeia: fabricação, distribuição, comercialização, divulgação e uso.
A situação é agravada pelo fato de que os itens da linha “Milagroso Ervas” são produzidos por uma empresa cuja identidade é desconhecida , o que impede qualquer responsabilização imediata e dificulta a rastreabilidade dos produtos.
No caso do “Chá Sarapião”, a irregularidade é dupla: o produto não tem registro, notificação nem cadastro na agência, e a empresa responsável, a Farmagon, também não possui autorização sanitária para funcionar.
Ou seja, tanto o produto quanto o estabelecimento que o fabrica operam à margem do sistema de vigilância sanitária brasileiro.
Impacto e alerta à população A determinação da Anvisa tem efeito imediato e abrangência nacional: qualquer atividade ligada a esses produtos, da fabricação ao consumo, está proibida.
Produtos sem registro não passaram por nenhuma avaliação de segurança, qualidade ou eficácia pela agência, o que significa que seus efeitos sobre a saúde são desconhecidos e potencialmente perigosos.
O uso do nome do Mounjaro como apelo de venda revela uma estratégia de explorar a popularidade crescente dos medicamentos aprovados para emagrecimento, induzindo consumidores a acreditarem em equivalências que não existem e não foram comprovadas.
A Anvisa orienta que a população verifique, antes de adquirir qualquer produto para a saúde, se ele possui registro ou notificação regularizados junto à agência, informação disponível no portal oficial da instituição.
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