Ministro israelense defende assassinato de ’30 a 40′ habitantes de Gaza a cada noite
O ministro da Segurança Nacional de Israel, o extremista Itamar Ben-Gvir, afirmou em entrevista recente que o país deveria matar” de 30 a 40″ pessoas todas as noites na Faixa de Gaza e construir assentamentos no território palestino, segundo informações publicadas pelo jornal Financial Times no domingo, 16.
Em um podcast apresentado por Rom Braslavski, que foi refém do grupo militante palestino Hamas após os ataques de 7 de outubro de 2023, Ben-Gvir disse discordar de qualquer redução de operações militares, em meio à pressão internacional, inclusive dos Estados Unidos, para implementar um plano de paz apresentado por Donald Trump no ano passado.
“Acho que deveríamos realizar de 30 a 40 assassinatos seletivos por noite”, disse o ministro.
“Não apenas daqueles que representam uma ameaça imediata.
Há pessoas lá que não merecem viver… Elas nem sequer são gente”. + Israel usa privação de água como arma contra palestinos em Gaza, denuncia MSF Em relatório recente, as Nações Unidas pediram medidas para prevenir atos de “genocídio” em Gaza e denunciaram sinais de limpeza étnica tanto naquele território palestino quanto na Cisjordânia ocupada.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk , demandou que o governo israelense garanta “com efeito imediato que seu Exército não cometa atos de genocídio e que adote todas as medidas necessárias para prevenir e punir a incitação ao genocídio”.
Continua após a publicidade Na conclusão do relatório, que abrange o período entre os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 até maio de 2025, Türk instou Israel a garantir o cumprimento de uma ordem da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que exigiu em 2024 a adoção de medidas para prevenir atos de genocídio em Gaza.
Em abril, as Nações Unidas e a União Europeia informaram que serão necessários US$ 71,4 bilhões (cerca de R$ 355 bilhões, na cotação atual) para reconstruir a devastada Faixa de Gaza durante a próxima década, de acordo com estimativas de um estudo realizado com o Banco Mundial.
Além disso, cerca de 1,9 milhão de pessoas foram deslocadas e mais de 60% da população perdeu suas casas, agravando a crise humanitária na região.
Segundo fontes médicas, citadas pelas Nações Unidas, ao menos 72.000 palestinos morreram, e outros 172.000 ficaram feridos, desde 7 de outubro de 2023.
Continua após a publicidade Plano de paz Na semana passada, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou o plano de 15 pontos para Gaza, elaborado pelos Estados Unidos.
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