90% dos casos de câncer de mama não têm relação com herança genética; veja os sinais de alerta
Outubro rosa é conhecido com o mês da luta contra o cancêr de mama (Foto: Divulgação) O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, celebrado nesta segunda-feira (19/10), reforça a importância de esclarecer dúvidas sobre a doença.
Uma delas é a relação entre o câncer e a herança genética.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 90% e 95% dos casos não estão relacionados a mutações genéticas hereditárias, o que significa que mulheres sem histórico familiar também precisam estar atentas aos cuidados com a saúde.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, excluídos os tumores de pele não melanoma.
Para o triênio de 2026 a 2028, a estimativa é de 78,6 mil novos casos por ano no país, o equivalente a um risco estimado de 71,57 casos para cada 100 mil mulheres.
Embora a predisposição hereditária seja um fator de risco e possa exigir acompanhamento específico, a doença também está associada a outros fatores, como envelhecimento, alterações hormonais, histórico reprodutivo, condições ambientais e hábitos de vida.
A idade é um dos principais fatores de risco.
Aproximadamente quatro em cada cinco casos ocorrem em mulheres com mais de 50 anos.
Por isso, a atenção à saúde e o acompanhamento profissional são importantes ao longo da vida.
Quando fazer mamografia? A mamografia é o principal exame utilizado para o rastreamento do câncer de mama e pode identificar alterações antes mesmo que sejam percebidas pelo toque.
Conforme as recomendações do Ministério da Saúde citadas no material, mulheres de 50 a 74 anos devem realizar o exame a cada dois anos.
Mulheres entre 40 e 49 anos e aquelas com mais de 74 anos também podem ter acesso à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), após orientação de profissionais sobre os possíveis benefícios e riscos do exame.
Já nos casos em que há sinais ou sintomas suspeitos, a mamografia diagnóstica e outros exames podem ser solicitados em qualquer idade, conforme avaliação profissional.
Conhecer o próprio corpo também ajuda a perceber mudanças nas mamas, mas essa atenção não substitui os exames de rastreamento nem a avaliação de um profissional de saúde.
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