MS tem a 5ª maior taxa de denúncias de assédio eleitoral do Brasil
Mato Grosso do Sul tem a 5ª maior taxa de denúncias de assédio eleitoral do país, com 3,20 registros para cada 100 mil pessoas que compareceram às urnas no segundo turno das eleições de 2026.
Segundo o balanço mais recente do MPT (Ministério Público do Trabalho), o Estado contabiliza 51 denúncias, índice 62% superior à taxa média nacional, de 1,98.
O levantamento reúne 2.527 casos nas 27 unidades da Federação.
O Campo Grande News cruzou os dados das denúncias com o número de votantes do segundo turno, realizado no domingo (25).
O cálculo considera quem efetivamente compareceu às urnas, incluindo votos válidos, brancos e nulos, e exclui os eleitores que não votaram.
Em Mato Grosso do Sul, aproximadamente 1,59 milhão dos 2,02 milhões de eleitores aptos participaram da votação, o equivalente a 78,76% do eleitorado.
A maioria escolheu Flávio Bolsonaro (PL), como já indicavam as pesquisas, em contraposição ao resultado nacional das urnas, que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio da Silva (PT).
Em números absolutos, Mato Grosso do Sul ocupa a 17ª posição nacional em denúncias, mas sobe para o 5º lugar quando se faz a proporção em relação ao número de votantes.
O ranking - O Distrito Federal lidera o ranking proporcional, com 6,06 denúncias por 100 mil votantes.
Amapá aparece em segundo lugar, com 3,95, seguido por Mato Grosso, com 3,69, e Paraná, com 3,39.
Mato Grosso do Sul completa o grupo dos cinco primeiros, com 3,20.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul ocupa a terceira posição proporcional, atrás do Distrito Federal e de Mato Grosso.
Goiás apresenta taxa de 2,30 denúncias por 100 mil votantes, embora tenha registrado 93 casos.
Assédio após as eleições – Depois do encerramento da votação, o MPT (Ministério Público do Trabalho) continua recebendo denúncias de ameaças e represálias contra trabalhadores por causa de suas preferências políticas.
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