Ao ser preso, homem diz ter usado 'cheque bombinha' para tentar aplicar golpe de R$ 15 mil em Montes Claros
Envelope depositado no banco estava vazio Polícia Civil Um homem, de 36 anos, foi preso em flagrante por tentar aplicar um golpe de R$ 15 mil em uma agência bancária de Montes Claros nessa segunda-feira (17).
Ao ser detido, ele disse ter usado um "cheque bombinha" - que não possui fundos - para simular um crédito em sua conta.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), um comprovante de depósito no valor informado e um envelope vazio foram fundamentais para a identificação da fraude. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp "Segundo apurado, o suspeito, já conhecido por envolvimento em crimes patrimoniais, estaria realizando depósitos sem a correspondente quantia em dinheiro.
A prática, conforme relatado pelo segurança, vinha sendo repetida na agência", detalhou a PCMG.
Policiais da 1ª Delegacia em Montes Claros foram até o local e localizaram o homem nas proximidades da agência.
Durante a abordagem, encontraram com ele um comprovante de depósito de R$ 15 mil.
"Questionado sobre a operação, o suspeito teria afirmado que utilizara um chamado 'cheque bombinha', expressão empregada para descrever a inserção, no envelope de depósito, de cheque sem provisão de fundos ou sem valor correspondente, com a finalidade de produzir um crédito aparente na conta do beneficiário." Durante os levantamentos, os policiais localizaram duas jovens, de 17 e 20 anos, que acompanhavam o homem.
Agora no g1 Segundo a Polícia Civil, uma delas relatou ter sido convencida de que receberia R$ 15 mil em sua conta bancária para viabilizar a compra de um aparelho celular.
Conforme os depoimentos, o homem teria solicitado inicialmente R$ 200 para garantir a negociação.
Ainda de acordo com os relatos obtidos pela polícia, ele conseguiu cerca de R$ 1,3 mil em dinheiro, mercadorias e transferências via Pix, sob justificativas relacionadas à suposta compra do celular e a uma promessa de emprego.
As investigações também apontaram que o gerente da agência entregou aos policiais o envelope correspondente ao número registrado no comprovante de depósito.
Na conferência, foi constatado que o envelope estava "completamente vazio", segundo a PCMG.
A Polícia Civil informou que o investigado possui 10 registros de ocorrência por estelionato, além de dois por ameaça, seis por furto, dois por apropriação indébita e dois por se negar a saldar despesas.
Após receber voz de prisão, ele foi conduzido à unidade policial.
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