Acusado de matar Charlie Kirk tenta tirar pena de morte do caso nos EUA
Tyler Robinson, acusado de matar o ativista conservador Charlie Kirk, pediu à Justiça de Utah que retire a possibilidade de pena de morte do processo. A defesa afirma, em petição obtida pela Fox News, que a promotoria não comprovou a circunstância que permitiria essa punição.
Os advogados sustentam que o tiro que matou Kirk não colocou outras pessoas em risco elevado de morte. A acusação afirma que Robinson criou esse risco e sabia dele, o único agravante apresentado para abrir caminho à pena de morte.
A defesa afirma que apenas um disparo foi feito e atingiu Kirk. "A única prova apresentada indica que a bala passou por cima, e não através, da multidão", escreveram os advogados.
Robinson, de 23 anos, é acusado de atirar em Kirk durante um evento da Turning Point USA na Utah Valley University, em Orem, Utah, em 10 de setembro de 2025. Kirk, de 31 anos e fundador da organização conservadora, morreu após ser atingido no pescoço.
A promotoria ainda deve responder ao pedido da defesa. O juiz Tony Graf Jr. deve decidir em audiência marcada para 1º de setembro de 2026 se há causa provável para levar o caso a julgamento.
Os advogados também pediram a retirada de acusações menores de intimidação de testemunha e crime violento na presença de criança. Eles alegam que Robinson orientava seu colega de quarto, Lance Twiggs, a exercer direitos constitucionais e que não sabia da presença de crianças no local.
A defesa ainda contesta o agravante de que Kirk teria sido escolhido por sua expressão política. Os advogados dizem que a promotoria não demonstrou qual posicionamento político de Kirk teria motivado Robinson.
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