Antonio Carlos Ferreira se despede do TSE com marcas jurisprudenciais
O ministro Antonio Carlos Ferreira participou, nesta quinta-feira (17/9), da sua última sessão como integrante do Tribunal Superior Eleitoral.
Seu biênio se encerra no sábado, período no qual ocupou a corregedoria-geral da Justiça Eleitoral por pouco mais de nove meses.
Alejandro Zambrana/Secom/TSE Ministro Antonio Carlos Ferreira participou de sua última sessão no TSE A cadeira do magistrado, que integra também o Superior Tribunal de Justiça, ficará com Sebastião Reis Júnior, hoje ministro substituto do TSE.
Já a corregedoria vai para Ricardo Villas Bôas Cueva.
Homenageado por colegas, classificou sua passagem pela corte como “breve, na medida do calendário, mas extensa na experiência que me proporcionou” e elogiou o rico diálogo travado.
“Aprendi tanto nos votos que concordamos quanto nos que divergimos.” Disse que deixa o TSE sabendo mais do Direito, das instituições e das pessoas.
Ressaltou o papel da corregeoria e a necessidade de cooperação dos órgãos estaduais.
E pugnou para que a Justiça Eleitoral mantenha o diálogo para construção conjunta de soluções.
Apontou que a urna eletrônica é patrimônio da democracia brasileira.
“Defendê-la é exigir críticas apoiadas em fatos, não em afirmações levianas e sem prova.” E destacou a necessidade de impedir o uso abusivo da inteligência artificial e as campanhas de desinformação.
Aijes em andamento O período de Antonio Carlos Ferreira na corregedoria foi de relevantes decisões.
A começar pela organização feita de ações de investigação judicial eleitoral (aijes) das eleições gerais anteriores que seguiam paradas.
O TSE decidiu que não houve abuso em disparos de SMS pró-Bolsonaro em 2022, nem no ataque hacker a um grupo anti-Bolsonaro no Facebook, ainda no pleito de 2018.
E julgou os embargos de declaração do caso dos disparos em massa que quase cassou a chapa Bolsonaro-Mourão.
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